Tribuna da Imprensa
O gás boliviano importado pela Petrobras teve um reajuste recorde ontem. A Yacimentos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) anunciou que o gás importado pelo Brasil foi aumentado em 7,9% em seu preço de origem, passando de US$ 4,17 para US$ 4,50 por milhão de BTUs (sigla em inglês para Unidades Térmicas Britânicas, medida calorífica do gás).
Segundo fontes do mercado, entretanto, este reajuste pode ainda chegar a 12,9% dependendo do volume contratado pelo Brasil. A Petrobras não confirmou o percentual exato. "Quanto mais o Brasil consome, maior é o reajuste", comentou o consultor Marco Aurélio Tavares, da Gás Energy. Segundo seus cálculos, o aumento para o consumidor final deverá ser de 5%. Consumidores da Gasmig, SC Gás, MS Gás, Sulgas e Compagas serão os primeiros a sofrer o impacto do reajuste, ainda em outubro.
A Comgás, maior consumidora do gás boliviano, tem contrato com a Petrobras para reajustar o combustível apenas uma vez por ano, o que deve acontecer em maio de 2008. O reajuste é realizado em comum acordo pelas duas empresas a cada três meses, considerando a variação do preço de uma cesta de óleos combustíveis composta de um óleo pesado (HSFO) e dois óleos leves (LSFO) com cotações no golfo americano e no sul e no norte da Europa.
O mercado esperava que para este trimestre o reajuste ficasse na casa dos 4%. Se confirmado, o percentual de 7,9% será o maior já repassado pela YPFB em períodos trimestrais. A imprensa boliviana informou ontem que, além do reajuste para o Brasil, a YPFB também teria repassado um novo valor para o preço do gás exportado para a Argentina.
Segundo Guillermo Aruquipa, presidente da YPFB, a Argentina pagará a partir de hoje US$ 6 por milhão de BTUs ante US$ 5,08 no trimestre anterior. De acordo com o executivo, o reajuste se deve ao aumento no preço do barril de petróleo acima da casa dos US$ 80 nas últimas semanas. O presidente da YPFB disse que há "dificuldade do país em atender a demanda local e estrangeira" e que esse cenário deve permanecer até pelo o final de 2008, quando ele espera que inicie um novo ciclo de investimentos.
Hoje, a Bolívia produz 40 milhões de metros cúbicos diários de gás natural e deverá elevar essa capacidade para 45,9 milhões em 2009. O Brasil consome atualmente a totalidade contratada, de 30 milhões. A Argentina tem 7,7 milhões de metros cúbicos contratados, mas está recebendo apenas 2 milhões, e o mercado boliviano consome aproximadamente 6,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
A previsão dos analistas é de que o preço do gás natural nacional, com previsão de ser reajustado em outubro, tenha um aumento ainda maior do que o preço do gás boliviano. Isso deve ocorrer porque o preço do transporte do combustível - que não sofreu reajuste - contribuiu para minimizar o impacto no preço final. "Como o preço pelo transporte do gás nacional é menor, o impacto de um reajuste acaba sendo mais drástico", avaliou Tavares.
Gasolina e álcool mais baratos
A gasolina, o álcool e o GLP (gás de cozinha) ficaram mais baratos para o consumidor no mês passado, mas o diesel e o GNV (gás natural veicular) tiveram seus preços elevados, informou ontem a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Esse movimento no preço dos cinco combustíveis já tinha sido captado pelo órgão federal também em agosto. Pode ser explicado pelo período de safra de cana-de-açúcar e o conseqüente aumento da oferta de álcool - o que derruba o preço do combustível e da gasolina, que inclui álcool em sua composição - e o avanço do preço do petróleo no mercado internacional, já que o barril ultrapassou a marca dos US$ 80 no mês passado.
Os valores divulgados pela ANP são a média praticada por Estados, desconsiderando os mais baixos e mais altos. O álcool caiu 1,62% - de R$ 1,359 em agosto para R$ 1,337 no mês passado. Já a gasolina baixou 0,28%, para R$ 2,479; o GLP, 0,33% (R$ 32,83). O GNV custou R$ 1,35, alta de 0,97% em setembro, e o óleo diesel subiu 0,05%, para R$ 1,858. (Com agências)
O gás boliviano importado pela Petrobras teve um reajuste recorde ontem. A Yacimentos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) anunciou que o gás importado pelo Brasil foi aumentado em 7,9% em seu preço de origem, passando de US$ 4,17 para US$ 4,50 por milhão de BTUs (sigla em inglês para Unidades Térmicas Britânicas, medida calorífica do gás).
Segundo fontes do mercado, entretanto, este reajuste pode ainda chegar a 12,9% dependendo do volume contratado pelo Brasil. A Petrobras não confirmou o percentual exato. "Quanto mais o Brasil consome, maior é o reajuste", comentou o consultor Marco Aurélio Tavares, da Gás Energy. Segundo seus cálculos, o aumento para o consumidor final deverá ser de 5%. Consumidores da Gasmig, SC Gás, MS Gás, Sulgas e Compagas serão os primeiros a sofrer o impacto do reajuste, ainda em outubro.
A Comgás, maior consumidora do gás boliviano, tem contrato com a Petrobras para reajustar o combustível apenas uma vez por ano, o que deve acontecer em maio de 2008. O reajuste é realizado em comum acordo pelas duas empresas a cada três meses, considerando a variação do preço de uma cesta de óleos combustíveis composta de um óleo pesado (HSFO) e dois óleos leves (LSFO) com cotações no golfo americano e no sul e no norte da Europa.
O mercado esperava que para este trimestre o reajuste ficasse na casa dos 4%. Se confirmado, o percentual de 7,9% será o maior já repassado pela YPFB em períodos trimestrais. A imprensa boliviana informou ontem que, além do reajuste para o Brasil, a YPFB também teria repassado um novo valor para o preço do gás exportado para a Argentina.
Segundo Guillermo Aruquipa, presidente da YPFB, a Argentina pagará a partir de hoje US$ 6 por milhão de BTUs ante US$ 5,08 no trimestre anterior. De acordo com o executivo, o reajuste se deve ao aumento no preço do barril de petróleo acima da casa dos US$ 80 nas últimas semanas. O presidente da YPFB disse que há "dificuldade do país em atender a demanda local e estrangeira" e que esse cenário deve permanecer até pelo o final de 2008, quando ele espera que inicie um novo ciclo de investimentos.
Hoje, a Bolívia produz 40 milhões de metros cúbicos diários de gás natural e deverá elevar essa capacidade para 45,9 milhões em 2009. O Brasil consome atualmente a totalidade contratada, de 30 milhões. A Argentina tem 7,7 milhões de metros cúbicos contratados, mas está recebendo apenas 2 milhões, e o mercado boliviano consome aproximadamente 6,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
A previsão dos analistas é de que o preço do gás natural nacional, com previsão de ser reajustado em outubro, tenha um aumento ainda maior do que o preço do gás boliviano. Isso deve ocorrer porque o preço do transporte do combustível - que não sofreu reajuste - contribuiu para minimizar o impacto no preço final. "Como o preço pelo transporte do gás nacional é menor, o impacto de um reajuste acaba sendo mais drástico", avaliou Tavares.
Gasolina e álcool mais baratos
A gasolina, o álcool e o GLP (gás de cozinha) ficaram mais baratos para o consumidor no mês passado, mas o diesel e o GNV (gás natural veicular) tiveram seus preços elevados, informou ontem a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Esse movimento no preço dos cinco combustíveis já tinha sido captado pelo órgão federal também em agosto. Pode ser explicado pelo período de safra de cana-de-açúcar e o conseqüente aumento da oferta de álcool - o que derruba o preço do combustível e da gasolina, que inclui álcool em sua composição - e o avanço do preço do petróleo no mercado internacional, já que o barril ultrapassou a marca dos US$ 80 no mês passado.
Os valores divulgados pela ANP são a média praticada por Estados, desconsiderando os mais baixos e mais altos. O álcool caiu 1,62% - de R$ 1,359 em agosto para R$ 1,337 no mês passado. Já a gasolina baixou 0,28%, para R$ 2,479; o GLP, 0,33% (R$ 32,83). O GNV custou R$ 1,35, alta de 0,97% em setembro, e o óleo diesel subiu 0,05%, para R$ 1,858. (Com agências)