domingo, março 23, 2008

Na ação criminosa do MST, o governo também é cúmplice. Que a Justiça autue o governo, também.

Adelson Elias Vasconcellos

Nesta semana, a Vale resolveu agir contra o abuso criminoso que tem sido cometido, sob a complacência e cumplicidade do governo do Luiz Inácio.

Aliás, entendo que no habeas-corpus concedido à Vale pela Justiça, bem que o setor jurídico da companhia poderia ter exigido que a Justiça obrigasse o governo federal, através de seu aparato de segurança, se obrigasse em fazer cumprir a decisão judicial que impede que integrantes do MST e demais a ele associados ou acumpliciados.

É impressionante a baderna que estes terroristas, travestidos de organização social, que recebem gordas e generosas doações do Tesouro Nacional, que acaba,.é lógico, saindo do bolso de todos nós que sustentamos esta corja, se sentem como que autorizados a praticarem seus crimes sem que se perceba uma mínima ação, um indício qualquer que seja, de parte de nossos governantes para dar um fim nesta baderna. Baderna que, diga-se, é antes de tudo uma sucessiva coletânea de crimes previstos na legislação brasileira, e para as quais o governo, por sua omissão, não apenas incentiva a violência no campo, mas um verdadeiro esculacho à ordem legal. É bom lembrar que a manutenção da ordem, bem como fazer cumprir as leis do pais é, antes de mais de nada, um DEVER do Estado. Mas qual, e lá esta gente ordinária se preocupa em cumprir com o seu dever constitucional ? Querem mais é continuarem tirando o coro dos que realmente trabalham e produzem, para o sustento de sua ostentação, ociosidade e omissão vagabunda.

Consolo é saber que a Vale, que continua brasileira é bom que se diga, gerando milhares de empregos e muita renda para o povo brasileiro, já se deu conta que precisa ir um pouco mais além na defesa de seu patrimônio.

“...O diretor-executivo de assuntos corporativos e energia da companhia, Tito Martins, disse que a Vale estuda processar representantes nacionais do MST. "Estamos estudando acionar juridicamente os responsáveis por este episódio em todas as esferas", disse Martins, que chamou o ato de criminoso...”.

Em todas as esferas”, assim espero, devo entender por governantes e autoridades que, teoricamente, seriam responsáveis pela segurança interna do país. Enquanto o povo brasileiro, sejam pessoas físicas ou jurídicas, não tomarem a si a tarefa de exigir e cobrar respeito de parte do Poder Público não há modo do país tomar jeito.

Tanto é assim que, imediatamente após a concessão da liminar em favor da Vale, olhem o que o chefe da quadrilha declarou, em tom de desafio ao Poder Judiciário. A reportagem é da Folha online:

"Ficamos mais bravos ainda" depois da medida da mineradora, afirma Stedile
da Folha Online

Reportagem de Raphael Gomide, publicada na edição de hoje da Folha, informa que o líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) João Pedro Stedile diz que os integrantes do movimento ficaram "mais bravos ainda" com a liminar obtida pela Vale.

O líder do MST classificou de "medida desesperada" a liminar obtida pela Vale que proíbe Stedile e o MST de incitarem ou fazerem manifestações violentas contra as instalações da empresa.

"Na verdade, essa decisão não nos refreia: ficamos mais bravos ainda", disse Stedile para a Folha.

Em nota, a Vale informa que tomou a decisão de recorrer à Justiça "diante dos sucessivos ataques que a empresa vem sofrendo pelo MST desde o início do ano passado". A empresa informa que foram oito invasões desde março de 2007.

Na semana passada, integrantes da Via Campesina ocuparam a ferrovia Vitória-Minas, na altura de Resplendor (MG). “

Eis aí o que se convencionou chamar de “movimento social”. Eles não querem saber de regras, de ordem legal, querem é praticar seu terrorismo delinqüente, e ainda desafiam a justiça se esta tentar impedi-los de continuarem se comportando criminosamente.

Portanto, faz bem a Vale em ir à Justiça para defender-se dos crimes perpetrados por um bando de vagabundos e bandoleiros que outra coisa senão praticar a mais nefanda das badernas, que é a invasão da propriedade alheia, para depredarem, roubarem, assaltarem, e depois praticarem o emocionalismo mais torpe e sórdido de posarem para a sociedade como “vítimas”, como se todo o pobre deste país tivesse tão baixa estatura moral. Não, não se pode mais admitir que a violência se justifique pela pobreza, porque grande parte da hoje classe média brasileira, nasceu nas periferias, enfrentou carências e dificuldades, e nem por isso se dedicou ao banditismo explícito. A grande maioria dos pobres de hoje seguem pela mesma balada. Há criminosos em todas as camadas e extratos da população, portanto escolher a vida de criminoso é uma escolha pessoal, que cada um faz conscientemente.

Da mesma forma se deve a ação omissa e passiva do governo federal em relação ao movimento. O PT quando na oposição, exibiu a bandeira da reforma agrária como apanágio de todos os males da nação. Hoje,no poder, mal consegue assentar meia dúzia de famílias, e fica tirando dinheiro do contribuinte para comprar o silêncio cúmplice dos ativistas do MST que, através de seu próprio presidente, várias vezes afirmou que Lula é uma decepção para o movimento, porque a reforma agrária em seu governo simplesmente não anda. Claro que se trata de uma estratégia de Lula: no dia em que os filiados do MST estiverem todos assentados, ele perderá seu braço armado para provocar a desestabilização institucional contra seus adversários políticos. Distribuindo prebendas, ele consegue manter o “carisma” de grande líder.

Que a Vale, assim como qualquer outra empresa que sofra a ação criminosa das quadrilhas ligadas ao MST contra seu patrimônio, não se acovardam. Neste país ainda existe ordem legal, existe Poder Judiciário, que se bata às portas dos tribunais para que a lei e a ordem sejam mantidos e respeitados, nem que se precisa autuar o próprio presidente e seus ministros. Ao assumirem, dentre outras coisas, juraram respeitar e fazer respeitar a constituição. Não se pode construir progresso e desenvolvimento onde o regime das leis é atropelado pelos agentes responsáveis em preservá-lo. A baderna só gera barbárie e selvageria.