Adelson Elias Vasconcellos
Ao contrário do que apregoam as esquerdas, há uma direita que tem sido ignorada: a direita liberal. E é por temer justamente sua força que o petismo tem colocado tudo num mesmo baú ideológico e, a qualquer custo tem conseguido impedir que o país conheça uma alternativa de poder que enterraria de vez os seus sonhos de hegemonia.
A entrevista com Paulo Roberto da Costa Kramer, Professor da Universidade de Brasília (UnB), publicada no Jornal do Brasil sob o título “Quem é de direita não se assume”, e que reproduzimos abaixo é, por isso. E com ela e mais a reportagem de Camila Pereira, para a Revista VEJA sobre educação, com o título “100% LÁ X 48% AQUI”, me fazem lembrar de uma historinha sobre direita e esquerda.
Antes, porém, me permitam um comentário sobre as duas matérias. Sobre a questão da direita a colocação do professor Kramer é bem oportuna, porque, ao longo do tempo, em que o obscurantismo ideológico da esquerda tomou grande espaço no país, vendeu-se o falso conceito de que ser de “direita” era ser favorável à ditadura militar, enquanto ser de esquerda era a virtude máxima do liberalismo. Errado. Existem tanto a extrema esquerda quando a extrema direita, e ambas, sem exceções, são apologistas do estado ditatorial.
E a esquerda brasileira pode-se conceituar e enquadrar a partir das alianças que, historicamente, ela mantém justamente com regimes ditatoriais, principalmente os da América Latina. Em 1964, é bom que se diga para que a verdade seja reposta de forma correta, ela foi derrotada pela extrema direita, que implantou a ditadura militar no país. Porém, a grande meta dos esquerdistas era também impor ao Brasil um regime ditatorial, apenas que com as feições do socialismo ao modo Cuba.
É bom que, num tempo em que vigoram tantas mistificações ideológicas e mentiras históricas, alguém exiba ao brasileiros que existe, sim, uma direita liberal, e que se opõem ao petismo, e seu viés é a democracia em seu grau mais evoluído.
Sendo assim, a matéria da VEJA sobre educação, fecha com o pensamento final do Professor Kramer quando afirma que “(...) É preciso mostrar que liberalismo equivale à prosperidade e bem-estar para o maior número possível de pessoas. Ser liberal não é apenas defender reformas econômicas, mas também um sistema educacional em que as avaliações estejam atreladas a melhorias das condições de ensino. Isso requer competição. Temos de mostrar que a escola também pode se beneficiar dos mecanismos de mercado. E quem vai crescer com isso são os pobres."
Deste modo, precisamos repensar que Brasil queremos ter no futuro. Porque uma coisa é certa: não há ideologia que elimine da face da terra a meritocracia. Ou seja, chega lá quem além de melhor potencial realizar o maior e melhor esforço. Assim, a visão que as esquerdas tanto se apegam de conceder “premiações” sem a contrapartida do esforço individual, elimina o interesse que cada um deve ter em buscar melhorar-se por esforço próprio. Quando cobrados, adoram estufar o peito para falar de “democratização” e “igualdade”. Contudo, democratização não pode ser apanágio para vagabundismo. Democratização deve oferecer oportunidades iguais. A partir da oportunidade oferecida é que, fruto do esforço de cada um, a premiação acontece. Quando se cria “cotas” disto ou daquilo, você está eliminando a igualdade, e oferecendo a grupo, mais do que aos outros, privilégios sem mérito. Assim, na tentativa de “igualar”, o que se provoca é uma tremenda divisão, criando castas e reservas de mercado que conduzem, inevitavelmente, não apenas a desigualdade, mas a uma divisão social em sentido inverso.
Em São Paulo se tentou criar um sistema de ensino em que não haveria mais “repetência”. Qual foi o resultado? Simplesmente, o nível de ensino despencou, obrigando que se retornasse ao sistema anterior. Não havendo mais o “estímulo” a aprovação, todos se acomodaram e deixarem de lado qualquer esforço para aprender.
Sendo assim, não apenas critico o esquerdismo que toma conta do país e vai criando uma sociedade cada vez mais dividida. Mas eles defenderem seu lado, convenhamos, estão no seu papel. Entretanto, onde estão as bandeiras e os projetos para o país de parte da oposição? Porque é preciso ver o seguinte: opor-se ao que está aí não é simplesmente criticar por criticar todo atraso. É preciso apresentar propostas alternativas que deixem claro para o povo brasileiro, que outro jeito de se construir um país moderno, com liberdade, com desenvolvimento, com respeito às leis e às instituições, e sem precisar conviver com a pocilga delirante das esquerdas, sem abrir mão de conquistas sociais que, a rigor, nem foram eles que implantaram.
Não há como não comemorar quando nos deparamos com pensadores com a coragem de vir à público para desmitificar o engodo que o petismo semeou no pensamento nacional. Porque é preciso apontar as imensas diferenças de ideologia de um lado e de outro, e não apenas circunavegar nas extremidades. O PT sempre escondeu suas “ligações perigosas”, e chegou ao poder com o discurso cínico de “paz e amor”. O que é prova clara de que, se a direita aprumar seu discurso e mostrar que sua proposta para o país é, de fato melhor, e é, aí assim teremos alternativas à mediocridade reinante da estupidez esquerdista.
Mas vamos a historinha que prometi.
Bem-vinda à direita!
Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha de que o seu pai fosse de direita e, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projetos de lei que davam benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos para os que tinham maiores ingressos de dinheiro. A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia dele era equivocada.
Ao contrário do que apregoam as esquerdas, há uma direita que tem sido ignorada: a direita liberal. E é por temer justamente sua força que o petismo tem colocado tudo num mesmo baú ideológico e, a qualquer custo tem conseguido impedir que o país conheça uma alternativa de poder que enterraria de vez os seus sonhos de hegemonia.
A entrevista com Paulo Roberto da Costa Kramer, Professor da Universidade de Brasília (UnB), publicada no Jornal do Brasil sob o título “Quem é de direita não se assume”, e que reproduzimos abaixo é, por isso. E com ela e mais a reportagem de Camila Pereira, para a Revista VEJA sobre educação, com o título “100% LÁ X 48% AQUI”, me fazem lembrar de uma historinha sobre direita e esquerda.
Antes, porém, me permitam um comentário sobre as duas matérias. Sobre a questão da direita a colocação do professor Kramer é bem oportuna, porque, ao longo do tempo, em que o obscurantismo ideológico da esquerda tomou grande espaço no país, vendeu-se o falso conceito de que ser de “direita” era ser favorável à ditadura militar, enquanto ser de esquerda era a virtude máxima do liberalismo. Errado. Existem tanto a extrema esquerda quando a extrema direita, e ambas, sem exceções, são apologistas do estado ditatorial.
E a esquerda brasileira pode-se conceituar e enquadrar a partir das alianças que, historicamente, ela mantém justamente com regimes ditatoriais, principalmente os da América Latina. Em 1964, é bom que se diga para que a verdade seja reposta de forma correta, ela foi derrotada pela extrema direita, que implantou a ditadura militar no país. Porém, a grande meta dos esquerdistas era também impor ao Brasil um regime ditatorial, apenas que com as feições do socialismo ao modo Cuba.
É bom que, num tempo em que vigoram tantas mistificações ideológicas e mentiras históricas, alguém exiba ao brasileiros que existe, sim, uma direita liberal, e que se opõem ao petismo, e seu viés é a democracia em seu grau mais evoluído.
Sendo assim, a matéria da VEJA sobre educação, fecha com o pensamento final do Professor Kramer quando afirma que “(...) É preciso mostrar que liberalismo equivale à prosperidade e bem-estar para o maior número possível de pessoas. Ser liberal não é apenas defender reformas econômicas, mas também um sistema educacional em que as avaliações estejam atreladas a melhorias das condições de ensino. Isso requer competição. Temos de mostrar que a escola também pode se beneficiar dos mecanismos de mercado. E quem vai crescer com isso são os pobres."
Deste modo, precisamos repensar que Brasil queremos ter no futuro. Porque uma coisa é certa: não há ideologia que elimine da face da terra a meritocracia. Ou seja, chega lá quem além de melhor potencial realizar o maior e melhor esforço. Assim, a visão que as esquerdas tanto se apegam de conceder “premiações” sem a contrapartida do esforço individual, elimina o interesse que cada um deve ter em buscar melhorar-se por esforço próprio. Quando cobrados, adoram estufar o peito para falar de “democratização” e “igualdade”. Contudo, democratização não pode ser apanágio para vagabundismo. Democratização deve oferecer oportunidades iguais. A partir da oportunidade oferecida é que, fruto do esforço de cada um, a premiação acontece. Quando se cria “cotas” disto ou daquilo, você está eliminando a igualdade, e oferecendo a grupo, mais do que aos outros, privilégios sem mérito. Assim, na tentativa de “igualar”, o que se provoca é uma tremenda divisão, criando castas e reservas de mercado que conduzem, inevitavelmente, não apenas a desigualdade, mas a uma divisão social em sentido inverso.
Em São Paulo se tentou criar um sistema de ensino em que não haveria mais “repetência”. Qual foi o resultado? Simplesmente, o nível de ensino despencou, obrigando que se retornasse ao sistema anterior. Não havendo mais o “estímulo” a aprovação, todos se acomodaram e deixarem de lado qualquer esforço para aprender.
Sendo assim, não apenas critico o esquerdismo que toma conta do país e vai criando uma sociedade cada vez mais dividida. Mas eles defenderem seu lado, convenhamos, estão no seu papel. Entretanto, onde estão as bandeiras e os projetos para o país de parte da oposição? Porque é preciso ver o seguinte: opor-se ao que está aí não é simplesmente criticar por criticar todo atraso. É preciso apresentar propostas alternativas que deixem claro para o povo brasileiro, que outro jeito de se construir um país moderno, com liberdade, com desenvolvimento, com respeito às leis e às instituições, e sem precisar conviver com a pocilga delirante das esquerdas, sem abrir mão de conquistas sociais que, a rigor, nem foram eles que implantaram.
Não há como não comemorar quando nos deparamos com pensadores com a coragem de vir à público para desmitificar o engodo que o petismo semeou no pensamento nacional. Porque é preciso apontar as imensas diferenças de ideologia de um lado e de outro, e não apenas circunavegar nas extremidades. O PT sempre escondeu suas “ligações perigosas”, e chegou ao poder com o discurso cínico de “paz e amor”. O que é prova clara de que, se a direita aprumar seu discurso e mostrar que sua proposta para o país é, de fato melhor, e é, aí assim teremos alternativas à mediocridade reinante da estupidez esquerdista.
Mas vamos a historinha que prometi.
Bem-vinda à direita!
Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha de que o seu pai fosse de direita e, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projetos de lei que davam benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos para os que tinham maiores ingressos de dinheiro. A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia dele era equivocada.
Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai.
Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar ele estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.No meio da conversa seu pai perguntou:
─ Como vão as aulas?
─ Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 9, mas me custa muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.
O pai prosseguiu:
─ E a tua amiga Sonia, como vai?
Ela respondeu com muita segurança:
─ Muito mal. A sua média é 3, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
─ Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sonia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.
Ela indignada retrucou:
─ Por quê?! Eu trabalhei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sonia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.
Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:
─ BEM-VINDA À DIREITA!!!!