Adelson Elias Vasconcellos
Quando de seu lançamento, gente do ramo, alertou o governo para a pressa desnecessária com que se estava “forçando” a barra para a TV Digital ser lançado no país. Havia, claramente, dificuldades de toda a ordem que serviam para que o governo, principalmente o ministério das Comunicações, leia-se Hélio Costa, puxassem o freio e dessem ao mercado, às indústrias e aos consumidores, o tempo necessário para que a novidade pudesse ser implantada sem percalços.
Como em todas as suas ações, o governo Lula tem por critério básico o calendário eleitoral, não por questões “legais”, mas por questões de eleitorado mesmo. Não se olha o benefício público, mas o político, aquele que se traduz em votos para o candidato a qualquer coisa.
A pressa no lançamento da TV Digital no Brasil seguiu exatamente este roteiro, e sendo assim, trouxe mais problemas do que soluções, e por conta desta pressa injustificada, pode demorar além do razoável para ser implementada no país com total acerto.
Tecnologia, muitas vezes, não combina com calendário eleitoral, sendo assim, a pressa neste caso se torna, invariavelmente, péssima conselheira.
Quando de seu lançamento, gente do ramo, alertou o governo para a pressa desnecessária com que se estava “forçando” a barra para a TV Digital ser lançado no país. Havia, claramente, dificuldades de toda a ordem que serviam para que o governo, principalmente o ministério das Comunicações, leia-se Hélio Costa, puxassem o freio e dessem ao mercado, às indústrias e aos consumidores, o tempo necessário para que a novidade pudesse ser implantada sem percalços.
Como em todas as suas ações, o governo Lula tem por critério básico o calendário eleitoral, não por questões “legais”, mas por questões de eleitorado mesmo. Não se olha o benefício público, mas o político, aquele que se traduz em votos para o candidato a qualquer coisa.
A pressa no lançamento da TV Digital no Brasil seguiu exatamente este roteiro, e sendo assim, trouxe mais problemas do que soluções, e por conta desta pressa injustificada, pode demorar além do razoável para ser implementada no país com total acerto.
Tecnologia, muitas vezes, não combina com calendário eleitoral, sendo assim, a pressa neste caso se torna, invariavelmente, péssima conselheira.
Numa série de três reportagens, a Folha online nos traz em que pé se encontra atualmente, o “lançamento do ano”, a TV Digital em nível de consumidor, das indústrias e das emissoras. A segunda reportagem chega ser hilária. Ela narra as peripécias de um aposentado que resolveu acreditar no governo. Arrependimento é pouco para a sua frustação. Claro, a Folha por dever de ofício, precisou ouvir o ministro Hélio Costa sobre as dificuldades. E este, prá variar, tratou de inverter as “responsabilidade” ao invés de assumir, o que seria correto, que o governo se precipitou no lançamento e, por esta razão, é que os problemas acabaram acontecendo para todo mundo. O “prá variar” acima, é por conta de que as ações deste desgoverno Lula, quando dão certo, mesmo que o chapéu, Lula não se vexa em colocá-lo em si mesmo. Ao contrário, porém, se derem errado os culpados são sempre os outros. Tudo, aliás, muito natural considerando-se que a cretinice neles é uma virtude bem adubada...
Mas vamos às reportagens. As matérias são assinadas por Diógenes Muniz, Editor de Informática da Folha Online. Tenho certeza de que, após a leitura, vocês pensarão duas vezes antes de se aventurarem em fazer um investimento que lhes dará mais dor de cabeça do prazer e satisfação. E não percam tempo, não: culpem sim o irresponsável por aplicar o conto da TV digital no país. Não que o sistema não mereça ser apreciado. É uma tendência que a moderna tecnologia torna inevitável, tanto quanto o uso do computador, ou do celular. Mas poderia ter sido lançado com um critério diferente do que a ótica vesga do calendário eleitoral...