Adelson Elias Vasconcellos
Lula está no poder desde janeiro de 2003. Neste tempo, ele já anunciou cinco magníficos de segurança pública, onde não faltou comício, festival de cretinices, milhões de promessas, e quando se soma tudo isso e chegamos à realidade presente do Brasil, o resultado é um clamoroso zero.
Existem muitos análises feitas por especialistas, sobram diagnósticos e soluções mágicas, o que falta mesmo é uma ação integrada de todo o aparato policial do país focado em objetivos claros e definidos. Não bastam ações de ficção como praticam Lula e seu ministro da Justiça. Por ano, no país, estamos chegando a 50 mil homicídios por ano. E, pelo próprio comportamento e discursos das ditas “autoridades” após os episódios lamentáveis registrados no Rio de Janeiro desde o final desta semana, parece que ainda não será desta vez que se adotará a receita proclamada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, de se adotar ações integradas em todos os níveis das forças policiais, aplicando-se ainda a outra receita que se pratica no Estado de São Paulo, há muito anos, investir na ampliação da capacidade prisional para colocar o máximo de bandidos no ligar que merecem: na cadeia. Porque uma verdade é incontestável, bandido bom é bandido preso. A estatísticas paulistas demonstram bem esta exatidão.
Mas prender apenas só não basta. Exemplo disto são duas notícias editadas pela Folha Online e que deveriam merecer atenção mais cuidadosa das autoridades de segurança do país, principalmente em nível Federal. A primeira reportagem, informa sobre apreensão de armas no Mato Grosso e que estavam sendo transportadas para o Rio Janeiro. A mesma notícia, agora veiculada pelo Jornal Nacional (link abaixo), nos diz que o motorista que transportava o carregamento declarou que esta não era a primeira vez que cumprira a mesma missão. Em tempo: as armas entraram no Brasil via fronteira. A outra notícia informa que o serviço de inteligência da Polícia carioca já tinha conhecimento de que o traficante suspeito de comandar estes dias de terror que atormenta o Rio de Janeiro comprava armamentos potentes com o objetivo claro de tomar pontos de venda de droga na cidade,noticia esta também veiculada pelo mesmo Jornal Nacional. Perguntinha simples: se sabia do que se passava, por que não agiu preventivamente para impedir tanta barbárie? Voltamos depois para comentar e concluir:
Polícia apreende em Mato Grosso fuzis e munição que eram levados para o Rio
Sete fuzis e aproximadamente 5.000 projéteis para diversos calibres, além de carregadores, foram apreendidos terça-feira (20) na BR-070, na região de Primavera do Leste (MT). Nesta quarta, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que o armamento tinha como destino o Rio de Janeiro.
Polícia já sabia que traficante do Rio comprava armas
A Polícia Civil do Rio já havia avisado a Secretaria de Segurança, no início do ano, que o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33, comprava armas potentes com o objetivo de tomar pontos de vendas de drogas na cidade. A informação foi revelada em reportagem do "Jornal Nacional", da TV Globo.
A reportagem veiculou escutas feitas pela polícia com autorização da Justiça, em que Fabiano, apontado como chefe do tráfico de drogas da favela Vila Cruzeiro (zona norte), conversa com o traficante de armas Antônio Jorge Gonçalvez, preso em julho.
Nas conversas, ele encomenda armas pesadas e solicita modelos específicos de fuzis, capazes de derrubar aeronaves. Ele também reclama que o "fornecedor" não adaptou algumas armas para que ele pudesse usar munição tipo 762, que já possuía. Essa munição é usada pelo Exército.
Até a noite desta terça-feira, já chegava a 26 o número de mortes durante os confrontos com traficantes ocorridos em favelas da zona norte do Rio no fim de semana. Entre as vítimas estão três policiais militares e três moradores.
Armamento de traficantes atravessa fronteira
Jornal Nacional
Gravações revelam como criminosos negociam armas no Rio
O que ressalta do noticiário é que as fronteiras brasileiras continuam completamente abertas ao contrabando que vão de armamento pesado ao cigarrinho mais vagabundo produzido no Paraguai e, claro, passando por todo e qualquer tipo de droga que se queira “importar”. Alguma novidade nisto ? Não, nenhuma. E olha que isto é sabido há muito anos e, nem por isso, o governo Lula, com seus fabulosos cinco planos ficcionais de segurança totalmente insegura, conseguiu frear. Combater sonegadores de impostos em ações espetaculosas até podem dar IBOPE, porém, não se consegue no combate direto ao crime organizado, mais organizado aliás do que o Estado, que deveria combatê-lo sem tréguas, com mais vontade política, competência, recursos, e menos, prá não dizer nenhum discurso cretino, mistificador, mostrando a realidade de um Brasil que não existe, apenas na propaganda oficial com propósitos unicamente eleitoreiros. Nada mais.
E, quanto o país se ajoelha para os vagabundos ditadores latinos mais eles nos entopem de drogas e armas. E mais o povo brasileiro paga pela ausência do Estado do discurso e do papo furado.
Além disso, também é inadmissível um governo devotado unicamente a si mesmo, querendo jactar-se como o melhor de todos os tempos, como os mais social do que qualquer outro em mais de 500 anos, e conseguir conceder um minutinho sequer de paz e segurança a uma população que convive em clima de guerra permanente há tanto tempo. Sabe-se que o Rio não produz nem armas nem drogas. E nesta bagunça toda que mergulhar a cidade maravilhosa quem mais sofre com a incompetência e omissão é justamente para a população para quem o governo afirmar ter maior preocupação. Dirá se não tivesse...
Pode ser que a realização da Copa do Mundo em 2014 e logo em seguida as Olimpíadas de 2016, produzem o efeito milagroso de tornar nossos governantes menos mentirosos e vagabundos, e os façam trabalhar um pouco ao menos em favor daqueles que sustentam com cinco meses de salários anuais, seus gordos e imorais salários, seus privilégios, seus nababescos palácios enfeitados de luxo, riqueza, imoralidade e incompetência. Pode ser...
Mas uma verdade é indiscutível: nunca dantes a população brasileira esteve tão insegura, largada à própria sorte, como nestes últimos anos. E adivinha quem mais sofre com tal estado de coisas ? Justamente o que menos recursos têm para se defender: o brasileiro pobre. Assim, quem foi que mentiu dizendo que este governo prioriza o pobre? Só se for por abandono...