quinta-feira, outubro 22, 2009

A entrevista do cara! Uma bela montagem, companheiro !

É claro que iremos dissecar algumas abordagens feitas por Lula na entrevista "concedida" à Folha de São Paulo. O que não faltou foi mistificação, vigarice, desinformação, desonestidade, e, claro, traição à história brasileira.

Mas há algo que chama atenção: a forma certinha das perguntas prontas para respostas elaboradas em laboratório. Até o vocabulário do "home" pareceu diferente do habitual.

Sabemos que há "assessores" para escrever-lhe os discursos e, todos, sem exceção, são revisados pelo maquiador do discurso oficial, Franklin Martins, cujo passado terrorista lhe dá certa autoridade para abordagens de temas "elaborados" e "maquiados". De reprente, você encontra algumas perguntinhas um tanto "difíceis" sobre temas polêmicos, cujas respostas às vezes vazias, não mereceram nunca uma réplica por parte dos entrevistadores. Tudo bem, Lula representa uma instituição importante, a Presidência, mas ficou ao cabo do "bate-papo" a sensação de que a entrevista foi menos "jornalística" do que poderia ter sido.

Mas pelo menos teve o dom de revelar, em alguns momentos, que o país está sendo varrido de sua capacidade de pensar por conta própria. Há um movimento claro de se querer criar um país de seres  sem senso crítico. Afora isso, resalta a tremenda ignorância e muitas vezes a falta de caráter de alguém que, como opinou o senador Perillo, está jogando fora a grande chance de se tornar um estadista.

A justificativa,entao, para manter aliança com a escória da vida política brasileira, chega a ser um acinte à qualquer inteligência. Por isto que, para mim ao menos, a entrevista não revela nada de novo sobere o "cara". Ele é a falta de profundidade que suas respostas revelam, e a tendência maldosa, sempre, de romper com a verdade e a história para a construção de um pensamento ideológico cretino como justificativa para o descalabro em que está direcionando o país.

Não tenho medo de me colocar nos vinte por cento que desaprovam seu governo e sua pessoa. Afinal, ser maioria nunca foi sinal inequívoco de inteligência...