Adelson Elias Vasconcellos
Dois artigos, um no Brasil e outro na revista britânica The Economist, colocam um ponto,para mim derradeiro, sobre as razões que colocaram o Brasil na excelente situação em que se encontra. Mostra-se em ambos que toda a propaganda oficial, bem ao estilo do que fez em ditaduras como o comunismo e o nazismo, não é suficiente para apagar a verdade.
Mais do que o artigo do Arnaldo Jabor, o longo e coreto artigo da The Economist, mostra que a mistificação plantada no país pelo PT, não consegue emergir diante da comunidade internacional que, por não depender do patrimonialismo do Estado brasileiro, consegue ver o que cerca de 80% da população, pelo menos, se acomoda na cegueira.
Lá fora é mais difícil do Lula conseguir emplacar suas mentiras. Chega a ser cômico quando ouço estes patifes glorificando Lula por ele ser respeitado em nível mundial. Ridículo: Lula é recebido com reverência não por ser Lula, mas por ser presidente de uma democracia chamada Brasil, país que ao longo de década de 1990 conseguiu recuperar prestígio e respeito internacionais.
Quando o mundo recebe Lula, no fundo, recebe o Brasil e toda a reverência que se presta ao Lula é fruto de que se respeita uma instituição, a que ele representa. Sua figura sempre será patética, queiram ou não.
E do que os artigos acima referidos tratam especificamente? Eles prestam homenagem, apesar de tardia, para o presidente que conseguiu colocar o Brasil no concerto das nações respeitáveis do mundo, que devolveu ao país sua auto-estima, que plantou de forma competente, um projeto de país, não um projeto qualquer, mas algo moderno e sólido. Lula, ao invés de demonizar FHC da forma cretina e canalha que faz desde assumiu, deveria era agradecer-lhe pela Brasil que herdou de FHC.
Não foi Lula que “construiu” nossa modernidade. Não foi Lula quem construiu uma economia estabilizada e equilibrada. Não foi quem projetou as bases de um futuro promissor. Não foi Lula, enfim, quem transformou o Brasil em um país progressista e devotado ao desenvolvimento social e econômico. Todas as raízes do que vivemos hoje, inclusive em termos de estabilidade institucional, estão e foram plantadas no período 1994-2002. Lula apenas colheu os frutos e, se algum mérito lhe é devido, foi o de não mexido nas bases que encontrou, nos fundamentos que lá estavam fincados quando chegou ao poder. FHC enfrentou as resistências mais infames de parte do próprio Lula e seu partido. Mas, seguiu em frente no plano de reformas, muitas impopulares. Lula apenas quis se assenhorear de uma obra que não lhe pertence. E, podendo ir à frente, e dar conclusão às reformas para modernizar o país, preferiu apenas colher os frutos de seu antecessor, mas sem plantar coisa alguma, a não ser canalhice que lhe pudesse trazer reconhecimento no futuro.
Não me interessa graus de aprovação, índices de popularidade, e outras cretinices que só servem para iludir e enganar a massa. Saddam Hussein, provavelmente, teve maiores índices do que Lula, assim como Fidel Castro, Stálin, e tantos outros ditadores sanguinários que varreram o mundo. O próprio Hitler tinha apoio muito mias intenso, um índice de aprovação em muito maior escala do que a que goza Lula. Este tipo de estatística de que tanto se ufanam os petistas, não serve de base para coisa alguma. A história é que a melhor demonstra isto. Assim, o que realmente conta, neste caso, é o resultado do período de governança de alguém, e os resultados benéficos que este período deixou para o país. E, neste quesito, a goleada de FHC sobre Lula chega a ser acachapante. Que os mendigos da verba pública plantados, convenientemente na imprensa, que a propaganda mistificadora de exaltação a uma figura deprimente, digam, façam e elevem tal figura às alturas, é algo que só torna mais ridículo ainda tal esforço.
Assim, para que eles que buscam a verdade sobre a história recente do Brasil, e desejam conhecer as razões para esta posição invejável que ocupamos presentemente, é uma oportunidade imperdível e obrigatória a leitura da reportagem da The Economist, como também um resumo bem apanhado que Jabor fez do período de e de um outro. Seguindo-se a eles, um artigo de Lucia Hippolito sobre o artigo da revista britânica.
É saudável que o país tenha oportunidades como estas de conhecer melhor um pouco mais de si mesmo. É extremamente benéfico para as futuras gerações saberem reconhecer a diferença entre um verdadeiro estadista e um vigarista posto no poder.
Está mais do que a hora de alguma forma jogarmos no lixo tanta falsidade, tanto lixo, tanta indecência. O Brasil merece, sim, coisa bem melhor do que isto que está aí tentando enganar, passando-se como o estadista que nunca conseguirá se tornar: falta-lhe o estofo moral e as virtudes de caráter indispensáveis para tanto.
Para acessara reportagem completa da “The Economist”, clique aqui. .