Adelson Elias Vasconcellos
Ataque a brasileiros no Suriname;
até hoje governo brasileiro não se manifestou
No ataque desferido aos brasileiros no Suriname, na noite de Natal, o chanceler daquele país procurou o nosso embaixador, e pediu formalmente desculpas pelo ocorrido.
Agora, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, enviou uma carta a Lula se solidarizando com as vítimas dos deslizamentos provocados pelas chuvas no Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo Insulza, a OEA se dispõe a colaborar com o Brasil no que for necessário.
Internamente, em São Luiz de Paraitinga, conforme se vê nos vídeos abaixo, a iniciativa partiu da Superintendência de Goiás, do Instituto do Patrimônio Histórico, que disponibilizará a experiência que tiveram na reconstrução de seu trabalho idêntico feito em Goiás, diante de tragédia semelhante ocorrida em 2001.
Até agora, aquele cidade paulista, de enorme importância pelo seu patrimônio histórico, não contou ou não teve a honra de ser visitada por um único ministro do governo Lula. Prédios datados dos séculos 18 e 19 vieram ao chão em questões de segundos, fruto da enchente que elevou o rio que corta a cidade em mais de 10 metros acima de nível normal, quando o recorde anterior não passara de 4 metros. Em consequência, um quinto da população da cidade ficou desabrigada.
A cidade tem contado com a solidariedade de voluntários, do Exército, o governo do Estado já disponibilizou uma verba de emergência para atender os trabalhos iniciais de recuperação do que as águas destruíram na área rural, principalmente estradas. Mas sabemos que isto é quase nada perto do que será preciso. O governo federal que, conforme relatório do Contas Abertas, mal gastou um quinto do total disponibilizado em Orçamento para prevenção de enchentes, poderia estender o restante que faltará.
As casas e os casarões que ruíram não eram apenas históricos, eram prédios regulares que não haviam agredido nem o meio ambiente tampouco se tratavam de construções clandestinas. E, nem assim, a cidade mereceu de parte do governo federal um mínimo gesto de solidariedade e ajuda.
Angra do Reis recebeu dois ministros que acompanharam o governador Sérgio Cabral e a liberação de R$ 130,0 milhões. O governador carioca já agendou reunião com Lula para estudar a liberação de mais 200 milhões.
São Luiz de Paraitinga é outro Brasil? Parece que sim, a sua gente parece ser menos brasileira do que a de Angra dos Reis, por exemplo, a se comprovar a omissão e o descaso que tem recebido do governo Lula, apesar de sua importância como cidade histórica. E a se notar: se trata de uma cidade ocupada, primordialmente, por gente humilde, muitas vivendo da agricultura, que se sentem largadas à própria sorte pelo governo do senhor Luiz Inácio Lula da Silva. Este mesmo senhor que, em sua última viagem à Itália, acusou, de forma irresponsável e leviana, aos seus antecessores por deixarem os pobres do país largados justamente à própria sorte, O mesmo senhor que afirmou recentemente, em São Bernardo do Campo, esta maravilha: “... Você não pode deixar de dar comida para um porco porque você não gosta do dono do porco”. Pois é, pelo jeito, a população de São Luiz do Paraitinga está abaixo de uma pocilga para merecer melhor tratamento pelo presidente do país.
São Luiz do Paraitinga:
Até hoje não foi visitada por nenhum ministro de Lula para oferecer ajudar
Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, as tragédias se repetem, vidas são perdidas, prejuízos materiais se acumulam, pessoas estão isoladas e milhares desabrigadas. E, a exemplo de São Paulo, nem Minas tampouco o Rio Grande do Sul foram agraciados pela visita do ministro da Integração Nacional nem tampouco o das Cidades. Provavelmente, para eles também, dos quatro estados atingidos pela tragédias provocadas pelas chuvas, apenas o Rio de Janeiro deve ser bem tratado.
Não somos contrários a ajuda prestada a Angra dos Reis, até pelo contrário. Mas por que não estender ajudas idênticas aos demais estados afetados pelas chuvas, onde a dor e o sofrimento, onde a morte e o desabrigo também estiverem presentes tanto quanto em Angra dos Reis? É por que são estados governados pela oposição? É isso? Então que não venha o senhor Lula, de forma cretina, mentir em praça pública. Que diga de forma clara que, em seu governo, estados governados pela oposição serão tratados abaixo da condição animal de suínos, e que os pobres que, por desventura residam nestes estados, rezem para não serem atingidos por tragédias, porque se tal ocorrer, serão largados e entregues à própria sorte.
Teria o senhor Lula a obrigação de ir ao encontro às populações atingidas pela tragédia. Como deveria chamar seus ministros e enviá-los de encontro às autoridades estaduais para disponibilizar recursos e apoio necessário. Faz parte de suas funções. Não tem o direito de escolher a quem privilegiar. Todos são brasileiros acima de tudo, e como tal merecem a consideração do presidente de seu país.
É constrangedor ver um presidente comportar-se de forma tão mesquinha, covarde e leviana. Mas, como já disse várias vezes, e sempre em todas as tragédias ocorridas no governo Lula e nas quais ele esteve sempre ausente, cedo ou tarde esta máscara há de cair. E, por mais que ele tente COMPRAR seu passaporte de Estadista, seu comportamento há de ser o maior empecilho para a conquista. Lula continua o moleque irresponsável que sempre foi. A diferença é que agora veste Armani e dorme em linho egípcio. Mas o caráter...
Vídeos da Globo News:
a) A parte mais atingida da cidade foi o centro histórico, que tinha construções do século XVIII. Com a tragédia, 20% dos moradores estão desabrigados e uma pessoa ainda está desaparecida.
b) Representantes do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico avaliam os estragos causados na região. Cerca de 80% dos casarões históricos desabaram. O que restou corre o risco de desabar
c) São Luiz do Paraitinga, devastada por uma enchente, receberá a ajuda de técnicos do Iphan de Goiás. Eles auxiliaram na reconstrução de Goiás Velho, também destruída por enxurrada há sete anos.
d) Pelo menos oito áreas na zona rural ainda estão isoladas. Na área urbana, 300 construções sofreram danos. O centro histórico ficou praticamente todo destruído.

