Mário Sérgio Lima,
O governo central --composto por Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social-- registrou superávit primário (economia do governo para o pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 770,2 milhões em julho, um pouco superior ao resultado de junho, quando o saldo positivo primário havia sido de R$ 664,6 milhões.
Esse é o pior resultado para meses de julho desde 2000, quando o superávit havia sido de R$ 355,9 milhões.
Com o resultado de julho, o governo central acumula, no ano, superavit de R$ 25,6 bilhões. No mesmo período do ano passado, o saldo positivo era de R$ 20 bilhões. A meta de superávit até o segundo quadrimestre é de R$ 30 bilhões --para atingir o resultado, o governo central terá de ter saldo positivo de R$ 4,4 bilhões em agosto.
Em julho, o Tesouro Nacional contribuiu para o resultado final com superávit de R$ 3,381 bilhões. Já a Previdência Social foi deficitária em R$ 2,565 bilhões. O Banco Central participou do resultado de julho com deficit de 46,1 milhões.
Em relação a junho deste ano, houve um aumento nos gastos com pessoal e encargos de R$ 3,503 bilhões. Segundo o Tesouro, isso se deve ao adiantamento de parcela do 13º salário aos servidores do Poder Executivo. Também houve aumento de R$ 5,871 bilhões nos gastos com custeio.
Já os gastos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tiveram uma queda de R$ 198,3 milhões em julho ante o mês anterior.