segunda-feira, setembro 27, 2010

Bordões de campanha

Já comentei aqui que Dilma adotou um bordão requentado da campanha de Lula, de 2002. Em suas andanças tem repetido o amor e a esperança vão vencer o ódio. Isto é o que veremos ainda, porque, a rigor, se ódio é atribuição à campanha de José Serra, convenhamos, esta senhora está muito distante do que significa ódio.

Rigorosamente, a campanha de Serra, da qual sou crítico a exemplo da campanha de Alckmin, em 2006 - e, não por acaso, elaboradas pelo mesmo marqueteiro - tirou de Serra justamente o tom crítico que se exige de um partido de oposição,e que deseja,ao menos, ganhar a eleição. Repito: há pelo menos umas tres dezenas de motivos para Serra se opor ao governo Lula, afora o legado que FHC construiu e Lula, tornando-se seu principal herdeiro e beneficiário.

Talvez o ódio a que Dilma esteja se referindo seja o fato de que Serra tem usado, nos últimos, seu espaço no horário eleitoral, para divulgar as lambanças cometidas dentro da Casa Civil. É este o motivo? Pois, então, Dilma desconhece o que seja política. Ora, e conforme ficou constatado, as denúncias feitas pela imprensa eram mentiras? Não, logo se viu que se tratavam de denúncias de crime que, de fato, aconteceram. O que deseja, Dilma, que Serra não dissesse isto? E o PT, quando esteve na oposição, não fazia muito mais? E as mentiras que a própria Dilma tem contado na campanha, não são muitop mais odiosas ainda? Tentar reescrever a história do país, como se ele tivesse sido descoberto apenas a partir de 2003 é um crime de ódio bem mais acentuado do que Serra falar sobre o que realmente aconteceu?

E o que o próprio fez em 2006, no segundo turno, quando mandou seus vira latas espalharem a mentira de que Alckmin, iria privatizar tudo, Petrobrás, Caixa, Banco do Brasil, Correios, etc, não é justamente a prática do ódio terrorista contra os adversários?

Voltou a expressar um desejo: desejaria que esta eleição fosse para um segundo turno. Sabem por quê? Porque acha que a  população brasileira ainda não sabe quem é Dilma Rousseff. Aliás, ela só é líder das pesquisas, porque Lula tem feito ocupado o horário eleitoral e os palanques do ela própria.

E quanto ao ódio, bem, em segundo turno, com desespero de Lula em ganhar esta eleição na marra, no grito, atropelando a decência, o decoro, as leis, a tudo e a todos, bem aí veremos quem, de fato, nutre ódio contra seus adversários.

Para uma pessoa como é Dilma no dia a dia, despida da máscara do marketing eleitoreiro, fica claro que o bordão "amor e esperança" não lhe assenta bem. Trata-se de uma pessoa totalmente inversa em temperamento, atitudes e caráter do que estamos assistindo. Tornou-se uma personagem de si mesmo. Preparem-se para fortes emoções em caso de segundo turno. Se antes ninguém nunca conheceu terrorismo eleitoral, um segundo turno, em 2010, fará o PT, Lula e Dilma soltarem todos os seus demônios. Esta gente não apenas não sabe perder, eles não sabem lutar com dignidade.