segunda-feira, setembro 27, 2010

Conversa vai, conversa vem...

Maria Helena R. R. de Souza


A pior herança de todas entre as muitas que o Lula está nos deixando é o desamor entre brasileiros, de um modo geral.

Não me refiro a birras, brigas, desavenças, implicâncias, até preconceitos, coisas comuns em qualquer parte do mundo, basta haver seres humanos, para haver desse tipo de sentimento.

Não é isso.

Mas desamor entre os do norte e os do sul, entre brancos e pretos, entre ricos e pobres, isso é plantação recente. Basta ver nossas festas populares, não precisa mais nada para perceber que isso é má fé para poder dessa mesquinharia se aproveitar e se fazer passar por único brasileiro bom e solidário, ele Lula, O Generoso!

Pois eu desconfio que o mais preconceituoso, birrento, implicante, pouco amoroso, seja ele mesmo.

A segunda pior herança é a sensação do vale tudo, que nada é aético, que nada é proibido, desde que o fim seja vantajoso para quem comete o erro, o delito, a fraude, seja lá o que for.

Falcatruas? Crimes? Falsidades? Pode nomear que o Brasil já viu inúmeros exemplos.

Mas na velocidade em que essas coisas se sucedem hoje em dia, no acúmulo de notícias desse tipo, tão em cima umas das outras que nem temos tempo de acompanhar, não e não!

Médico falso, com consultório aberto ao público? Já vimos. Mas médicos falsos empregados em hospitais públicos, mais de um!, isso é novidade.

Fraudes e propinas? Também. Mas com a calma e tranquilidade com que isso aconteceu dentro da Casa Civil da Presidência da República?

Não e não.

Hoje quando li que uma auto-escola criou a impressão digital de silicone para burlar o exame de habilitação para a carteira de motorista, tive certeza de uma coisa: é melhor substituirmos logo o Ordem e Progresso em nossa bandeira por Vai que é Mole!

Pelo menos seria mais sincero.