terça-feira, setembro 28, 2010

Justiça determina internação de mulher com obesidade mórbida em hospital público

O Globo

RIO - A juíza Luciana Losada Albuquerque Lopes, da 13ª Vara da Fazenda Pública, determinou que uma dona da casa de 28 anos, que sofre de obesidade mórbida e pesa 250 quilos, seja internada no Hospital Geral de Ipanema, na Zona Sul. A paciente mora em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A Justiça já havia determinado a internação da dona de casa no dia 1º de setembro, mas a decisão não foi cumprida porque não havia meio de transporte para remover a paciente. Informada sobre a dificuldade apresentada pela família, a juíza determinou a intimação do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio para que o transporte fosse providenciado em 24 horas.

A ação com pedido de antecipação de tutela para internação hospitalar, medicamento, tratamento e cirurgia foi ajuizada em agosto deste ano. A dona de casa conta no processo que desde os 20 anos sofre com a doença e que atualmente corre o risco de amputação de membro inferior.

"A concessão da antecipação de tutela é medida necessária à garantia da eficaz preservação do direito à saúde e à vida da autora. Pelo exposto, defiro a antecipação da tutela, para determinar que os réus, por suas secretarias de Saúde, tomem as providências necessárias ao transporte e à avaliação médica para identificação do tratamento necessário da autora em qualquer hospital da rede pública ou particular conveniado ao SUS, que esteja apto a prestar o melhor atendimento ao quadro clínico e ao estado de saúde da autora providenciando sua internação imediata, se for prescrito pelo médico, sob as penas de lei, fornecendo ainda todos os medicamentos à manutenção de sua saúde", escreveu a juíza na decisão.

No último domingo, morreu uma a dona de casa que sofria de obesidade mórbida e que chegou a esperar mais de 12 horas em ambulância por falta de atendimento adequado . Sebastiana Pinheiro da Silva, de 65 anos, pesava mais de 300 quilos. Na quinta-feira, ela foi levada para a Policlínica de Tanguá com hemorragia no estômago. Segundo sua família, a unidade alegou que não havia vaga e nem estrutura para realizar o atendimento. Na sexta, ela foi levada para o Hospital Azevedo Lima, em Niterói.


***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Vale um único comentário: que a rede pública AGORA, antes que mais alguém morra por falta de assistência ou atendimento, cumpra a ordem judicial, porque há poucocs dias nem isto foi suficiente para a evitar a morte de um adolescente, por conta de R$ 520,00!!! Revoltante é pouco para definir tamanho descaso. 

Não li toda a sentença, mas se nela não existir medida punitiva, seria bom que a Justiça, doravante,  determinasse que o não acatamento redundasse em prisão para o Ministro da Saúde, que, afinal de contas, vem a ser o chefão do SUS. Quero ver se com mandado de prisão pesando no lombo,  nossas irresponsáveis autoridades não tomarão medidas mais decentes para não apenas cumprirpara  a uma ordem judicial, mas evitar que as pessoas sejam punidas com a perda da vida por conta de sua negligência e omissão. Está na hora do Estado começar a ser punido pelos crimes que comete por deixar de cumprir com suas obrigações mais primárias.

Não aceito a desculpa esfarrapada de que faltam recursos. UMA OVA. Não faltam recursos coisíssima nenhuma, o que falta é responsabilidade mesmo. Ou, como se explica que o governo Lula tenha dinheiro para bancar a elevação de gastos absurda na estrutura da Presidência da República, conforme se verá a seguir, e não tenha dinheiro para pagar uma internação hospitalar? Que se gaste menos dinheiro com festinhas de ocasião lá pelas bandas do Planalto. Que os senhores ministros passem a se comportar com mais respeito em relação ao dinheiro público. Que o governo pare de desviar dinheiro público para fazer doações e agrados para países governados por tiranos e ditadores de todas as cores, que o governo Lula pare de torrar dinheiro em doações bilionárias para ONGs fajutas, que só existem no papel, e cujos dirigentes deveriam é estar em cana por apropriação indébita.

Não se trata, como se vê de falta de dinheiro, falta ao governo do país é outra coisa...