Adelson Elias Vasconcellos
No mês de setembro, COMENTANDO A NOTÍCIA chegou a marca de impressionantes de 5.000 acessos, em diferentes países. Nada mal para alguém que não trabalha em jornal nem é celebridade. Gostaríamos que estes cinco mil pudessem, de hoje até 31 de outubro, data da eleição em segundo turno, se multiplicarem em 10, 100 ou até mil vezes mais. Não para nos tornamos um blog de destaque, mas para o que iremos publicar até lá pudesse ser transmitido, retransmitido, copiado, divulgado e espalhado por onde houver brasileiros.
Não nutrimos nenhum outro desejo senão o de informar e ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre os acontecimentos que agitam a vida brasileira. Passei mais de vinte anos sem ter direito de protestar, sem ter direito de ter direitos, privado, como milhões de outros brasileiros, do direito natural e democrático da livre manifestação do pensamento.
Por enquanto, ainda temos este direito reconquistado a partir da Constituição de 1988 e da retomada do país do regime democrático, apesar do PT e Lula terem renegado a Constituição, não terem contribuído para a redemocratização em 1985 nas Diretas-Já e dos pontos que se destacam em seu programa partidário para eliminação de inúmeros direitos e garantias individuais entre os quais o cerceamento à liberdade de expressão.
E digo “por enquanto” porque, conforme se verá aqui, este sagrado direito de um cidadão livre, está sob ameaça de ser extinto ou ser restrito, caso o PT continue no poder.
Mas, neste artigo, ainda não tratarei desta questão. Acho mais importante iniciar por levantar uma dúvida colossal sobre a “legitimidade”, a “veracidade”, e a “isenção” das pesquisas eleitorais, e, de leve, sobre a legalidade dos resultados do pleito de 3 de outubro.
Os dois temas tem estreita ligação a partir das muitas denúncias de compra de votos que estão pipocando pelo país afora, principalmente, nas regiões norte e nordeste onde, coincidentemente, o PT obteve expressiva votação, fosse para seus candidatos e os de sua base aliada, como também para sua candidata à sucessão de Lula.
Também no Rio Grande do Sul os resultados não condizem com o bom senso. E, como tenho muitas dúvidas sobre o TSE comandado por Ricardo Lewandowski, não me peçam para pôr confiança sobre o resultado final divulgado ainda no domingo.
É impossível ignorar os muitos crimes eleitorais cometidos por Lula e sua candidata. Antecipação de campanha talvez até tenha sido o menor deles, mas, nem por isso, deixa de ser crime. O mais escandaloso e visível crime de abuso de poder político varreu o país de norte a sul, diante de um TSE totalmente distante, omisso, tolerante, cego, e negligente. Jamais, na história republicana brasileira, o uso da máquina pública e dos recursos federais foram tão abusiva e ilegalmente empregados em uma campanha eleitoral como nesta. As multinhas que, ali e ali, o TSE aplicou em Lula e Dilma, serviram apenas para que o presidente se tornasse ainda mais debochado, delinquente e criminoso. Quanto mais multas, maior o deboche e o desprezo pelo estado de direito. E o TSE ali passivo, com cara de paisagem, como se nada lhe dissesse respeito.
No dia 02 de outubro, reproduzimos várias matérias editadas pela Folha de São Paulo sobre o festival de crimes eleitorais, classificados como compra de votos.
No Amapá, do senador Sarney, aliado de Lula, foram 80 denúncias de compra de votos. No Acre, foram apreendidas dezenas de cestas básicas devidamente acompanhadas de uma relação de nomes e endereços. No Maranhão, feudo da família Sarney, tivemos uma médica que dava consultas grátis em trocos de votos em favor de Roseana Sarney, além de uma movimentação financeira fora do comum em uma agência lotérica, com o pagamento perto de 30 mil reais de inúmeras contas de água e luz, também feitas com financiamento da campanha de Roseana. .
No Rio Grande do Sul, o jornalista Políbio Braga, ao conhecer os resultados, imediatamente protestou por achar os resultados estranhíssimos. Em seu site, o jornalista comenta: “... O editor vem insistindo com a possibilidade de que tenha ocorrido fraude eleitoral, mas ainda não tem evidências materiais. O esquema denunciado por Virgílio no Amazonas, pode ter ocorrido em outras regiões do País, porque algumas campanhas, inclusive no RS, apresentaram evidentes sinais de riqueza, incompatíveis com a renda e as possibilidades dos candidatos. Descobrir o modus operandi da transferência de dinheiro para os comitês e para comprar eleitores é o grande desafio do momento, porque isto pode ter acontecido também no Estado.”
Agora, leiam as duas notícias publicadas nos dois posts anteriores a este. Um, no Piauí e outro no Amazonas, não por coincidência estados em que concoriam adversários políticos de Lula, que tinha especial interesse em derrotá-los. Os dois casos são fáceis de serem investigados, mas creio que o assunto será acobertado. Não há interesse do poder instalado no Planalto em ser arrolado em crimes eleitorais, razão pela qual, o senhor Lewandowski não precisará esquentar a cabeça em ter que tomar decisões digamos ... desagradáveis em relação ao seu ídolo.
O que aconteceu no Piauí, então, é uma prática que se repetiu no restante do País. E muito fácil de ser mascarado. Usar a liberação de recursos em troca de apoio político, pode ser identificada pela execução orçamentária da União. Aliás, o tal PAC, da forma como é conduzido, é justamente para impor esta prática pouco honesta e nada recomendável. Já o caso do Amazona, as provas, testemunhos e evidências são tão claros que será impossível que o Ministério Público não siga em frente e chegue a conclusão da prática criminosa.
Repito: nunca o país foi tão sacudido pela afronta à legislação eleitoral como neste ano de 2010. Havia no Planalto uma verdadeira obsessão no sentido de patrolar as oposições e torná-las irrelevantes no processo político. O objetivo era claro: imperar de forma absoluta para que o PT impusesse ao país seu receituário de repressão e totalitarismo.
Não estamos livres disto ainda vir a acontecer, muito embora o eleitorado tenha imposto algumas derrotas ao PT e que poderão frear um pouco esta sede de poder total. Para o PT, Lula principalmente, é de vital importância a vitória de Dilma. Tudo aquilo que o partido tem em seu programa partidário, todo o autoritarismo transcrito no Programa Nacional de Direitos Humanos – versão 3.0, em sua concepção original, afora todas as propostas oriundas das Conferências de Comunicação e de Cultura, serão implementadas de forma rápida e sem tempo para a sociedade reagir e se indispor. Nos quatro documentos, simplesmente, rasga-se a constituição do país e eliminam-se inúmeros direitos e garantias individuais.
Por isso, seria importante que as notícias das fraudes eleitorais, bem como de todo o material que aqui publicaremos até 31 de outubro, pudessem se propagar para a leitura de milhões de pessoas por todo o país. Não nos importa que os artigos sejam divulgados com a omissão dos autores e fontes. O que nos interessa é vermos triunfar a verdade, no momento, a única arma com a qual podemos contar para evitar que o Brasil seja mergulhado na escuridão do atraso petista.