sábado, novembro 13, 2010

Infraero quer reduzir vistoria feita em pistas dos aeroportos

Folha de São Paulo


A Infraero pediu autorização à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para reduzir as vistorias que determinam se aeroportos suportam pousos sem riscos de derrapagem das aeronaves, segundo informa a reportagem de José Ernesto Credendio publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

Esses testes, que apontam o grau de atrito entre o pavimento da pista e o pneu do avião, são considerados por especialistas como um dos principais itens de segurança na operação aeroportuária.

A falta de atrito na pista foi apontada pela polícia como uma das possíveis causas do acidente com o avião da TAM que matou 199 pessoas em Congonhas, em 2007.

A Infraero (estatal que administra os principais aeroportos do país) enviou o pedido à Anac na semana passada. Procurada, a estatal não comentou o assunto.

A Anac começou a discutir o pedido ontem, mas ainda não tomou uma decisão.

A Infraero quer ser liberada de atender temporariamente os prazos de testes previstos na resolução feita pela Anac em 2009, com base em normas internacionais.

Editoria de Arte/Folhapress

 
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Além de reduzir a segurança, o governo, mesmo sabedor de que se prevê um aumento de demanda anual em torno de 20%, prefere investir em novos aeroportos na... África. É isto mesmo: Já de olho talvez na sua nova “plataforma” africana de projeção internacional, Lula autorizou o BNDES a emprestar US$ 18 milhões para a construção de um aeroporto internacional em Nampula, Moçambique, na atual base área da cidade. É parte do pacote de US$ 300 milhões do Brasil para a infraestrutura local. Já os principais aeroportos brasileiros vão continuar a porcaria de sempre.

E se você acha pouco, saibam que a Agência Nacional de Aviação Civil autorizou a aérea Cargolux Italia S.P.A. a operar transporte regular de carga no Brasil. Com capital destacado (bens imóveis) de US$10 mil, enfrentou a turbulência do setor em 2009, perdendo 26% em carga transportada e 9,3% em quilometragem voada. A crise afetou todos os destinos da empresa, obrigando-a a fechar quatro rotas na Europa, África e Ásia.

Uma injeção de capital de US$100 milhões e agora a entrada no Brasil – ainda depende de outorga da Anac – prometem céu azul em 2011.

Até parece que os aeroportos brasileiros são de primeiro mundo, e estão prontos para o aumento do fluxo previsto para a Copa do Mundo de 2014.

Sem dúvida que com um governo desta laia, deve faltar dinheiro mesmo para a infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, saneamento. Cambada!!!