EFE
O Brasil é o terceiro país com maior desigualdade na América Latina, ao lado do Equador e atrás de Bolívia e Haiti, segundo o Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para América Latina e Caribe 2010, divulgado nesta terça-feira pela Organização das Nações Unidas, em Quito. Brasil e Equador compartilham a posição com 56% de desigualdade (100% equivaleria ao caso hipotético no qual apenas uma pessoa receberia toda a receita).
O representante da ONU no Equador, José Manuel Hermida, indicou durante a apresentação do relatório que o estudo "contribui para a formação de políticas públicas para diminuir a desigualdade".
Para Hermida, a persistência da desigualdade é um obstáculo para o desenvolvimento econômico dos países.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Equador é um dos 15 países mais desiguais do mundo, dos quais, dez estão na América Latina e no Caribe, região com as maiores diferenças econômicas entre seus habitantes.
Ao contrário da América Central, onde a desigualdade caiu desde 1990, na região andina o índice só começou a descer em meados da década atual, assinala o documento.