O dia foi tão cheio de assuntos que acabei deixando de lado a reportagem editada e exibida pelo Jornal Nacional sobre a precariedade da saúde pública em Rondônia. Porém, se algum repórter dissesse que estava em Pernambuco, ou em Alagoas, ou até no Rio do Janeiro, pouca coisa das cenas deprimentes que assistimos seria diferente. Talvez mudassem apenas os personagens, sem alterar o vexame do quadro de falência múltipla que a saúde pública no Brasil está acometida de uns anos para cá.
Lula e sua corja não se cansam de acusar o fim da CPMF para o descalabro que se instalou na rede pública. Mas se esquecem de dizer que durante quatro anos, a CPMF alimentou os cofres do seu governo, e a situação em nada se alterou.
Veja-se o caso de Rondônia: o governo federal repassou entre 2009 e 2010, mais de 650 milhões de reais, o que não é pouco para um estado pequeno e com uma população diminuta quando comparada com os estados do sul e sudeste do país. E o que foi feito desta verba? Aí a gente gruda atenção na segunda reportagem e assiste um jogo de empurra do federal para o estadual, e deste para as prefeituras. Ninguém se entende, e prestação de contas que é bom, neca de pitibiribas. Não são recursos que faltam, é gestão e vergonha na cara mesmo.
Aí a gente olha o imponente prédio que o Judiciário está mandando construir há mais de quatro anos, mais de 300 milhões de puro desperdício, para abrigar meia dúzia de ministros da Justiça Eleitoral, num país com eleições a cada dois anos, e fica sem entender como é possível tanta suntuosidade para meia dúzia de magistrados marajás, e tanta miséria, abandono e descaso com uma população de milhares de pessoas que pagam os impostos que bancam aquela imponência toda!
Senhores, não pensem que este espaço é crítico do Estado brasileiro apenas por não compartilharmos da ideologia política de seus governantes. Somos críticos sim é da maneira como as prioridades são escolhidas neste país, somos críticos da miséria e do abandono com que milhões de brasileiros são tratados, ao passo que, o dinheiro que lhe arrancam do bolso de forma extorsiva, é aplicado para abrigar a luxúria de uns poucos privilegiados. Por isso também sou contra à forma como é conduzido o Bolsa Família, verdadeiro tapa boca da indignação à custa de meia dúzia de reais, enquanto baús e arcas com bilhões e mais bilhões são aplicados no enriquecimento de uma seleta casta de estúpidos.
Sou contra aos discursos mistificadores, porque vendem a falsa ideia de um paraíso existente apenas na imaginação, enquanto a realidade é de um povo largado à própria sorte. Não há um único serviço público que se possa eleger como minimamente decente. Todos são deprimentes, todos estão abaixo da crítica, e isto num país que, em 2010, arrecadou em impostos, taxas e contribuições, mais de R$ 1,2 trilhões, afora os empréstimos e as receitas indiretas. Não me falem em financiamento público de campanha política. É um acinte destinar-se ainda mais milhões de reais para esta classe de gigolôs e vampiros que em nada contribuem com seu trabalho em benefício da sociedade que os elegeu. Já gozam de muitas regalias e privilégios imorais, já torram bilhões de reais em subvenções e mordomias, afora os desvios e as taxas “de sucesso” que cobram para facilitações em nada republicanas.
Intolerável que ainda falem em deslocar mais dinheiro para seu usufruto, enquanto quadro como os dos hospitais de Rondônia, são corriqueiros em toda a rede pública do país. Há coisa de dois meses atrás, exibimos aqui alguns vídeos sobre a precariedade da rede pública em Brasília, bastante próxima do poder e que, nem por isso, mereceu melhor tratamento, cuidado e atenção. Quantas crianças morrem às dúzias em maternidades sem a menor condição de atendê-las, mortes provocadas não por doenças, mas por descaso.
Mais dinheiro prá esta gente, enquanto os trabalhadores são esmigalhados, diariamente, feitos gados para o abatedouro, em transportes coletivos caindo aos pedaços! De jeito nenhum, não merecem e não precisam.
Joguem no lixo aquela chamada triunfalista criada por Lula e seus marqueteiros, de Brasil, um pais de todos. Nunca. Somos, sim, um país de tolos, em que todos pagam mas muito poucos usufruem dos benefícios e dos privilégios que o dinheiro arrecado é capaz de bancar e sustentar.
Portanto, se o quadro pavoroso da saúde pública de Rondônia exibida pelo Jornal Nacional é capaz de constranger a qualquer um, a situação miserável em nível nacional é capaz de indignar e revoltar. É incrível que, em alguns hospitais públicos, os médicos precisem fazer um sorteio prévio para saberem quem será salvo, quem será deixado para morrer, por não terem condições de atender a todos. Deve ser uma política nova de cotas ...Indecente? Indigno? Deprimente? É, antes de tudo, desumano.
E os nossos governantes e representantes, diante desta miséria maldita deixada por Lula, o que fazem? No dizer de Marco Maia, presidente atual da Câmara de Deputados, candidato a permanecer, o “país tem coisa mais importante com que se preocupar”, como por exemplo, a repartição de cargos e altos salários da república velha de guerra, em que vão se aboletar nos próximos quatros anos. Enquanto isso, a saúde pública, os serviços públicos... ó!!!!
Abaixo, seguem os vídeos das reportagens da Globo, retratando de forma incontestável, mais uma das heranças malditas do reinado de Lula.
A situação critica dos hospitais de Rondônia
Técnicos do Governo Federal avaliam hospitais de Porto Velho