Fábio Freitas, Folha de São Paulo
As chuvas do último fim de semana em Santa Catarina afetaram mais de 32.200 pessoas, danificaram casas, pontes e estradas em cinco cidades do Estado.
Só em Joinville (180 km de Florianópolis), 21 mil moradores foram prejudicados, sendo que 3.000 deles foram desalojados, segundo a Defesa Civil Estadual. Duas famílias ficaram desabrigadas após um muro cair sobre uma das casas e a outra desabar no rio Itaumirim.
A enxurrada da noite de domingo (16) durou cerca de uma hora, tempo suficiente para danificar estradas de terra e três pontes, provocar 27 deslizamentos, ilhar comunidades e alagar casas no sul do município.
Cerca de 30% da cidade de Orleans (180 km de Florianópolis, no sul do Estado) foi prejudicada pela chuva. Cerca de 5.000 pessoas foram afetadas e duas casas, danificadas.
Em Presidente Getúlio (220 km da capital catarinense, no Vale do Itajaí), 5.900 pessoas e dez casas foram atingidas em cinco bairros na área urbana da cidade.
A chuva em Rancho Queimado (60 km de Florianópolis) atingiu as áreas urbana e rural do município, provocou transbordamento de rios e afetou 300 pessoas e duas casas.
O major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil de Santa Catarina, afirma que recebeu no início da noite desta segunda (17) um telefonema da prefeitura de Pedras Grandes (157 km de Florianópolis) comunicando que a cidade teve pontes destruídas e outros danos em enxurrada do fim de semana, mas ainda não havia informação sobre pessoas afetadas.
Segundo o major, a defesa civil está em alerta com a possibilidade de enxurradas em todo o Estado. A previsão do Ciram/Epagri, o centro de meteorologia estadual, é de chegada de uma frente fria nesta semana.
"É uma diferença de temperatura. Está muito quente, aí chega uma frente fria e pode causar precipitação de grande quantidade de água. E também fortalece os ventos", afirma Alves.
De acordo com a Defesa Civil catarinense, cinco cidades estão em situação de emergência por causa das chuvas: Caçador (400 km de Florianópolis), Itaiópolis (330 km da capital), Penha (120 km de Florianópolis), Chapadão do Lageado e Salete (ambas no Alto Vale do Itajaí).
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A se considerar o total descaso com que a presidente Dilma vem tratando as enchentes que ocorrem em São Paulo e Minas Gerais, é bom os catarinenses buscarem socorro no exterior. Nem a tragédia de 2008 mereceu até hoje o cumprimento das promessão que, na época, foram feitas.
Se Dilma pretendia começar mal o seu mandato como presidente, acredita que suas ações no campo da assistência social e atendimento às populações mais necessitadas, não poderiam ser piores. E não me refiro apenas "socorro às vítimas de tragédias naturais"; vejam no post anterior o descaso com que a saúde pública em Rondônia está sendo tratada!
Não há dúvida de que a seguir o modelito adotado até aqui, Dilma conseguirá extinguir a miséria no país, matando por abandono total os miseráveis existentes.