Luciana Ribeiro, Folha de São Paulo
O governo federal negou o pedido do governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), para a instalação de um hospital de campanha na capital do Estado, Porto Velho. No último dia 4, Confúcio decretou "estado de perigo iminente e de calamidade pública no setor hospitalar" de Rondônia.
Ele também pediu a instalação do hospital e o envio de militares para prestarem atendimento aos pacientes da capital.
Na semana passada, uma comissão interministerial (com representantes da Defesa, da Saúde e da Integração Nacional) foi até Porto Velho para analisar a situação do atendimento médico.
ASSESSORIA TÉCNICA
Após a viagem, o governo federal decidiu não montar o hospital, mas oferecer uma assessoria técnica a Rondônia.
Na terça-feira (18), técnicos do Ministério da Saúde estarão no Estado para iniciar esse trabalho.
O pronto-socorro João Paulo 2º, em Porto Velho, é o hospital com problemas mais graves. Recebe pacientes de Rondônia, do sul do Amazonas e do interior da Bolívia, mas não tem estrutura para atendê-los.
Com 147 leitos, abriga 320 internados, segundo o diretor-geral da unidade, Sérgio Mello. Os pacientes dormem em colchonetes no chão e em cadeiras nos corredores.
O secretário de Saúde de Rondônia, Alexandre Muller, disse que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão. "Mas, se for oficializado, receberemos a informação com tristeza. O hospital de apoio seria ideal para retirarmos doentes do chão", afirmou.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
É impressionante. Vimos aqui reportagem sobre a caótica situação situação dos hospitais públicos em Rondônia. O mínimo dos mínimos que competia ao governo federal, seria adotar medidas emergenciais que pudesse reduzir a situação de desespero que vive aquela população. O que custava (se é que custaria alguma coisa), o governo federal adotar a aprovidência solicitada pelo governo estadual e pedida pela população daquele Estado, um hospital de campanha? Mesmo que Rondônia não tenha sofrido uma tragédia nas proporções da que sofreu o estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a questão que se vê é de vida ou morte, e muito mais de morte por absoluto descaso do Poder Público.
No dia 13 passado, publicamos um artigo "E a saúde pública ... mas, que saúde?" , em que aparecem dois vídeos de reportagens do Jornal Nacional, dando a dimensão da tragédia em que se converteu a saúde pública de Rondônia. Creio ser oportuno reapresentar aqui aqueles vídeos para ver se o governo Dilma se toca da necessidade não de "prestar assistência técnica". Mas sim de socorrer aquela gente abandonada para morrer por absoluta falta de assistência MÉDICA. É um assassinato em massa que se está cometendo. É desprezível e hediondo o comportamento reprovável e desumano do atual governo.
Mas que droga de governo é este que trata seus cidadãos desta forma tão abominável?
Mas que droga de governo é este que trata seus cidadãos desta forma tão abominável?
Seguem os vídeos da vergonha.
A situação critica dos hospitais de Rondônia
Técnicos do Governo Federal avaliam hospitais de Porto Velho