Comentando a Notícia
Dentre as múltiplas declarações que, no gogó, tentam inocentar o ministro Palloci, há aquelas que lembram que ele foi acusado no caso Francenildo, a de ter vazado ilegalmente o sigilo bancário do caseiro, e, mais tarde, o STF o inocentou.
Muitas vezes a ordem das palavras pode fazer a diferença. Especificamente, em relação ao caso do Francenildo, Palloci não foi inocentado coisa nenhuma. A Suprema corte considerou que, nos autos do processo, não havia evidência comprovada de que Palloci determinara a quebra do sigilo. Ou seja, a acusação não foi aceita, muito embora o extrato bancário tenha ido parar nas mãos do ministro o que fez com que aquele julgamento terminasse um placar apertadíssimo em favor do Palloci.
Mas sempre há espaço para que a verdade, enfim, dê sua cara e ponha ordem na confusão. Apesar do atraso com que é divulgada, eis que hoje, o jornalista Paulo Nogueira vem confirmar aquilo que todos já sabiam, menos a Justiça brasileira.
A informação, que confirma que foi o próprio ministro a fonte da matéria, foi dada pelo jornalista Paulo Nogueira, em seu blog Diário do Centro do Mundo. Na ocasião da publicação da matéria, Paulo Nogueira, que hoje vive em Londres, na Inglaterra, era o diretor editorial da Editora Globo, responsável pela publicação de Época e outras revistas. Segundo ele conta em seu blog, Palocci procurou diretamente a cúpula da editora e entregou os dados bancários de Francenildo. "Foi Palocci, sim, quem passou o 'Dossiê Caseiro'”, escreve Paulo Nogueira em seu blog.
De Londres, o jornalista Paulo Nogueira, ex-diretor das Organizações Globo, que foi responsável por todas as revistas do grupo, acaba de conceder uma entrevista telefônica ao Brasil 247. Ele conta como foi a operação, pilotada pelo ex-ministro Antonio Palocci, para desqualificar o caseiro Francenildo Costa em 2006. Leia:
Brasil 247 – Como chegou à redação da Época o dossiê Francenildo?
PAULO NOGUEIRA – O assunto foi levado diretamente pelo ministro Palocci à cúpula das Organizações Globo.
247 – Quando você diz cúpula, a quem se refere? Ao Ali Kamel, o diretor de jornalismo?
NOGUEIRA – Não, o Ali Kamel respondia pela televisão. Eu me refiro aos acionistas.
247 – À família Marinho, portanto.
NOGUEIRA – Isso.
247 – E qual foi a motivação?
NOGUEIRA – Estávamos todos naquela briga das semanais, competindo pelo furo da semana. Só depois ficou claro que a revista Época foi usada como instrumento do ministro Palocci.
247 – Mas, quando surgiu também um crime, uma quebra de sigilo bancário de um indivíduo pelo Estado, você não pensou em abrir uma discussão sobre quebrar o sigilo da fonte e revelar que o ministro Palocci estava por trás de tudo?
NOGUEIRA – Aquilo seria um constrangimento para todos nós, e para a própria revista. E em qualquer empresa existem limitações. Além do mais, tem a vida que segue, a semana seguinte, o projeto de uma nova revista...
247 – Mas por que só agora você decidiu trazer este caso a público?
NOGUEIRA – Uma indignação, o desejo de que meus filhos vivam num país melhor. Tem um conceito do George Orwell que eu admiro muito: decência básica. Só isso. E agora, aqui em Londres, num período sabático, tenho mais liberdade. A história brasileira precisa ser escrita com correção. E fato é: o dossiê Francenildo foi levado à cúpula da Globo pelo ministro Palocci.
Angra 3: modernismo e ultrapassado
O Brasil gasta US$ 20 milhões por ano só para manter equipamentos adquiridos à Alemanha, há 27 anos, para a usina nuclear de Angra 3, segundo apurou a Comissão de Meio Ambiente da Câmara. O material, encaixotado desde 1984, será usado na usina cujas obras somente foram iniciadas em 2010, com operação prevista para 2016. Neste período, a tecnologia do setor foi aprimorada e, após vários acidentes, o próprio governo alemão decidiu rever seu programa nuclear.
A manutenção dos equipamentos encaixotados de Angra 3, hoje certamente obsoletos, até agora custou US$ 520 milhões ao Brasil.
Os deputados da comissão de Meio Ambiente estão estarrecidos com a vulnerabilidade das usinas de Angra e o autoritarismo dos dirigentes.
Othon Silva preside a Eletronuclear desde sua criação, há 14 anos, e é acusado pelos deputados como se a estatal fosse de sua propriedade.
O presidente da Eletronuclear só vai à comissão de Meio Ambiente, quinta (26), obrigado pelo ministro Edison Lobão (Minas e Emergia).
Olha, tem uma coisa: o recente desastre na Usina de Fukushima no Japão impôs ao mundo todo, a necessidade de se repensar na energia nuclear como fonte alternativa, além de uma completa revisão dos sistemas de segurança. Por aqui, nossas autoridades insistem na balela de que está tudo sob controle, muito embora, vejam lá, os equipamentos datem de 1984, antes portanto, dos desastres de Chernobyl e Fukushima. E só vão iniciar a operar mais de 30 anos depois de adquiridos. Falam em “modernidade” como se a tecnologia no campo da energia nuclear, simplesmente, tivesse parado no tempo. Sendo assim, vamos continuar jogando milhões de reais em um projeto que, a rigor, já deveria ter sido revisto (ou cancelado?) dado que a tecnologia de 1984 já foi, há muito, ultrapassada.
Depois não sabem por que faltam recursos para segurança, saúde e educação!!!!
É de estarrecer
Atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, o ex-ministro Luiz Paulo Barreto ficou estarrecido ao conhecer o relato dos abusos atribuídos a Durval Barbosa contra duas crianças, investigados pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
Segurando as penas
Estão parados há mais de um ano no Congresso projetos que o próprio governo federal apresentou para impor penas severas a funcionários públicos com evolução patrimonial suspeita e empresas envolvidas em corrupção, segundo informa reportagem de Fernanda Odilla publicada na Folha deste domingo.
Um dos projetos transforma em crime o enriquecimento ilícito de funcionários públicos. Ele foi preparado pelo ex-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União) Waldir Pires e enviado ao Congresso pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005.
O ministro do disse mas não disse
O ministro Fernando Haddad (Educação) negou que o Ministério tenha decidido alterar o conteúdo do kit de combate à homofobia que será distribuído às escolas públicas de ensino médio. Ontem (18) ele se encontrou com parlamentares da bancada evangélica que são contra o material e assegurou que os deputados poderão manifestar sua opinião à comissão de publicação de materiais do ministério, mas que as sugestões poderão, ou não, ser acatadas. “O material encomendado pelo MEC visa a combater a violência contra homossexuais nas escolas públicas do país. A violência contra esse público é muito grande e a educação é um direito de todos os brasileiros, independentemente de cor, crença religiosa ou orientação sexual”, defendeu Haddad durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro.
Ou seja, o ministro, cinicamente, mentiu para os parlamentares. O material que circula por aí é, sim, oficial. Em países sérios, ministro mentir no Congresso é motivo de demissão imediata. Já no Brasil...
Se o bandido não for de esquerda, não tem perdão: extradita
O Jornal O Globo traz uma informação que dá bem a cara do Brasil governado pelo PT. Como Cezare Battisti, o assassino e terrorista italiano se diz de “esquerda”, então há um movimento intenso por não extraditá-lo para Itália onde deveria cumprir pena a que foi condenado por quatro assassinatos, muito embora o Brasil esteja sujeito ao acordo firmado com os italianos e mais tarde aprovado pelo Congresso.
Se o sujeito não se declarar de esquerda, por mais santo que seja, o país manda embora na hora. Foi o que aconteceu com o ex-militar argentino Norberto Raul Tozzo, acusado de participar do chamado Massacre de Margarita Belén, em 1976. No episódio, 22 presos políticos foram executados numa operação conjunta entre o Exército argentino e a polícia local. Os corpos de quatro presos continuam desaparecidos. Ele será julgado pela Justiça argentina pelo crime de sequestro qualificado dessas quatro pessoas. Os ministros do STF consideraram prescritas as acusações de homicídio.
Segurança terceirizada
Pode o sistema de segurança de um país, principalmente a que trata de vigilância de fronteiras, portos e aeroportos ser entregue a empresas terceirizadas? De jeito nenhum. Mas é o que acontece no Brasil, conforme reportagem da Revista IstoÉ que reproduzimos alguns posts abaixo.
No governo do PT é assim: dinheiro para gastar em porcaria, ostentação e lixo não falta nunca, já para o essencial...
Outra coisa: não deveria esta terceirização ter sido aprovada pelo Congresso? Pois é, coisas do senhor Genro, o abestalhado que ocupou o Ministério da Justiça no segundo mandato de Lula.
E esta corja tem o caradurismo de falar em “soberania nacional”!!!!