Demétrio Weber – O Globo
BRASÍLIA - Preocupação nas escolas, o consumo de drogas por estudantes é um desafio para educadores em todo o país. Especialistas recomendam abertura para o diálogo em vez de punição ou posturas moralistas. Mas admitem que é difícil lidar com o problema e que as redes de ensino não estão preparadas para isso.
O programa de prevenção dos ministérios da Educação e da Saúde, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e a Universidade de Brasília (UnB), está presente em apenas 1.255 municípios - 22% do total. Uma das principais ações é oferecer formação específica a professores de escolas públicas.
A preparação é feita por meio de cursos a distância, com duração de 120 horas. A estratégia, porém, só atingiu 30,7 mil docentes, o que corresponde a 2% do total de profissionais de ensino fundamental e médio na rede pública do país.
A coordenadora do Programa Saúde na Escola por parte do MEC, Marta Klumb, diz que o diálogo é a chave para abordar o tema. E que os professores devem criar um vínculo de confiança com os jovens. Marta é contra a suspensão de estudantes flagrados usando drogas:
- O aluno que faz uso de drogas não deve ser expulso da escola; deve ser acolhido.