Brasil 247
Presidente Murilo Ferreira diz que empresa precisa pensar em novos mercados, mas investidores desconfiam de interferência do governo
Foto: DIVULGAÇÃO
Os investidores da Vale desconfiam que o Governo Federal, um dos maiores acionistas da mineradora, está interferindo nos destinos da companhia. O presidente Murilo Ferreira afirmou que a Vale precisa buscar alternativas para continuar lucrativa nos próximos anos. Uma das saídas, segundo ele, é entrar no mercado de siderurgia. "A Vale é uma mineradora, mas não devo esquecer que siderurgia e energia são prioritárias para o nosso futuro", disse ele ao jornal Valor. No início da tarde desta segunda-feira 27, o papel VALE5 caía 0,94%.
O problema é que o mercado de siderurgia está entre as preocupações do Governo, que quer proteger a indústria nacional. A força e o caixa da Vale ajudariam o Brasil a equilibrar as forças com empresas estrangeiras. Ferreira, porém, defende a diversificação dos negócios como meio de sobrevivência. "A Vale tinha 70% do mercado interno de fornecimento de minério de ferro. Hoje estamos com cerca de 50%. Em 2014, a previsão é de 29%. Queremos recuperar nossa participação e, para isto, estamos agindo como indutores de projetos", afirma.
No entanto, a decisão não parece estar sendo tomada apenas pelos executivos e técnicos da companhia. Ferreira esteve reunido com a presidente Dilma Rousseff para detalhar os projetos e a situação atual da Vale. E entre os assuntos oficiais estava a instalação de três usinas siderúrgicas, principalmente uma no Estado do Pará. Com previsão de investir US$ 24 bilhões, a companhia não fará alterações no seu plano estratégico ou no orçamento anual.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Os acionistas não precisam apenas "desconfiar" de que esteja havendo interferência do governo Dilma sobre os planos da companhia, porque isto já é um fato desde que o governo resolveu se intrometer de maneira cretina na troca de comando. Ferreira é cobra criada do governo federal e foi colocado na presidencia da Vale em troca de alguns favores que serão concedidos ao Bradesco.
Impressionante é que, à esta altura, os acionistas estejam apenas "desconfiados".