Comentando a Notícia
Ela prefere criticar quem quer acabar com o massacre.
Sabem aquela senhora que diz cuidar, no governo, dos direitos humanos? Pois, então, no início da semana a tal secretária criticou os países que pretendiam impor sanções mais duras contra o regime do tirano que não tem dó de massacrar seu próprio povo para se manter no poder.
Ontem, a ONU informou que passariam de 7.000 o número de civis mortos, incluindo-se neste montante grande quantidade de crianças, mulheres e velhos. Assad insiste na cretinice de que combate apenas terroristas. Uma ova. Os comunistas que mataram mais de 30 milhões na antiga União Soviética, alegavam a mesma coisa.
Claro que o leitor deve imaginar que a tal secretária fez um duro ataque aos terroristas malvados que querem se ver livre do seu ditador de estimação e restabelecer um regime de liberdades em seu país. Ou, poderiam supor que a dona secretária deve ter criticado o governo sírio pela brutalidade de suas ações. Nada disso. Ela apenas “aconselha” que se busque o diálogo político para por fim à questão.
Na segunda feira, 28, no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) ela criticou a forma como potências e países árabes têm pressionado o ditador Bashar Assad. Em discurso em Genebra, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) condenou a ideia de armar a oposição síria, bem como iniciativas diplomáticas fora do âmbito da entidade - alfinetada indireta no grupo "Amigos da Síria", formado por americanos, europeus e árabes, e pediu que a "política ocupe espaço" na crise, sem indicar como, na prática, isso seria feito. Assim, segundo a secretária, bastaria puxar um lero amigável com Assad e pronto. Fim da crise. Adoro soluções fáceis para problemas difíceis... No mundo da fantasia, então, nada melhor do que sonhar sem ter compromisso com o senso do ridículo como fez a dona secretária.
Ok, agora leiam a notícia a seguir e vejam se é possível manter diálogo decente e positivo com um ditador que se comporta como o sírio. O texto é da Folha online com informações da Associated Press. Volto depois:
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A chefe humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas), Valerie Amos, afirmou nesta quarta-feira que o regime sírio não aprovou sua entrada no país, apesar de diversos pedidos às autoridades locais.
Amos disse que está "profundamente desapontada" por não poder fazer um encontro com representantes do governo do ditador Bashar al Assad. De acordo com a representante da organização, a intenção era "discutir a situação humanitária e a necessidade de acesso desimpedido às pessoas que queiram fugir da violência".
Segundo diplomatas da ONU consultados pela agência de notícias Associated Press, a chefe humanitária chegou a Beirute, capital do Líbano, que faz fronteira com a Síria, para esperar o visto, mas não teve resposta.
A organização aprovou uma série de sanções e resoluções pedindo ao regime de Assad que permita a entrada de ajuda humanitária no país. O país passa por confrontos entre o governo e grupos de oposição há 11 meses. Segundo comunicado da ONU da última terça-feira (28), cerca de 7.500 pessoas morreram nos combates.
VIOLÊNCIA
A onda de violência continua na Síria nesta quarta-feira. Fontes da oposição afirmaram que os conflitos entre o regime sírio e opositores continuam no bairro de Baba Amro, na cidade de Homs, principal foco de resistência dos rebeldes.
"O Exército está tentando entrar com a infantaria vindo da direção do campo de futebol al-Bassel e violentos confrontos com rifles automáticos e metralhadoras pesadas estão acontecendo lá", afirmou o ativista Mohammad al Homsi à Reuters, de Homs.
Ele disse que militares haviam bombardeado fortemente a área na terça-feira e durante à noite antes dos ataques terrestres começarem.
Outras fontes de oposição disseram que centenas de rebeldes do Exército Síria Livre resistiam na área, situada entre Baba Amro e o distrito al-Inshaat, que também está sitiado.
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CONCLUINDO:
Então, é possível alguma negociação pacífica com um “humanista” como Assad? Alguém, em seu juízo perfeito, é capaz de apostar que o tirano aceita por fim à matança apenas para mostrar que é bonzinho com seu povo, que é pacifista? Um pouco de senso de ridículo não cairia mal nem um pouco, não é mesmo, dona secretária de direitos tido por humanos!
Aliás, os países que se alinharam à posição da dona secretária são bem um exemplo “moderno” de respeito aos direitos humanos: China, Irã e Rússia.
Creio que a dona secretária ou muda de secretaria, mas longe de direitos humanos, ou se matricula em algum curso intensivo para saber do que realmente sua secretaria deve cuidar e tratar. E ela ainda se acha cheia de razão para exigir uma comissão da verdade no Brasil!