Comentando a Notícia
De algum tempo classifico a classe política – em todos os seus níveis, modelos e formas – como os gigolôs na Nação. Não é para menos. O comportamento mau caráter desta laia de se apoderar de recursos públicos apenas para beneficiar-se pessoalmente, é algo que não encontra paralelo no mundo moderno, que dirá na história brasileira.
No programa Fantástico, da Rede Globo, exibido na noite deste domingo, a reportagem sobre a ação inescrupulosa com que os políticos “vendem” vagas em concursos públicos, é inexplicável. Indigna qualquer cidadão honesto, que trabalha decentemente e vê seu dinheiro ser amealhado pelos clubinhos fechados dos políticos cafajestes e seus familiares e amigos próximo não menos, ao invés de retornar em benefícios e serviços.
Outro exemplo característico desta ação criminosa da classe política encontramos nesta nota do Cláudio Humberto.
O campeão em processos por corrupção, o deputado estadual José Riva, presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, causou reboliço em seu Estado ao solicitar "suplementação orçamentária" no valor de R$ 120 milhões, para além dos R$ 200 milhões já consignados no orçamento do Legislativo. Ao solicitar a suplementação, o deputado se utilizou de argumentação que garantirá seu lugar no anedotário político nacional: Riva alegou que os R$ 200 milhões não seriam suficientes para honrar os contratos existentes na Assembleia Legislativa.
Como o senhor Riva não foi ainda condenado, é algo que talvez nem o Judiciário consiga explicar de maneira convincente. No Mato Grosso, aliás, conforme já noticiamos aqui, 10 magistrados foram afastados de seus cargos nesta semana. Praticavam caridade com dinheiro alheio.
E, como se canalhice pouca fosse bobagem, é de novo a Câmara de Deputados quem apresentando o pior em matéria de cretinice e assalto aos cofres públicos em seu favor. Assim como o povo se mobilizou para que fosse criada a Lei Ficha Limpa, está na hora de se criar um projeto introduzindo o voto facultativo no país e proibir qualquer político de se reeleger para um mesmo cargo eletivo. Cumpriu um mandato chega, ou procura algo diferente, ou vá trabalhar vagabundo, que o país não pode perder tempo e dinheiro para sustentar cafajeste. É pouco? Sem dúvida, mas seria um caminho que, por certo, evitaria que o bandido na política enriquece às custas da sociedade que diz representar. Gente que nunca fez outra coisa na vida, a não ser política, amontoaram ao longo de sua vida criminosa verdadeiras fortunas. Exemplo? Agnelo Queiroz é um dentre centenas. E o que é pior: mesmo considerando o tanto que recebem imoralmente, nem assim se justificariam as fortunas construídas apenas com política. Tais enriquecimentos somente seriam possíveis através das maracutaias e falcatruas que a política brasileira proporciona de maneira livre e impune.
Agora, a Folha online nos informa que está em curso mais um assalto aos cofres públicos, cometido por estes vigaristas. Ou o povo brasileiro se rebela de vez, ou o Brasil se transformará em um imenso rebu, um verdadeiro bordel em que a Nação será sugada de vez por seus gigolôs. A seguir o texto da Folha nos informando de mais uma rapinagem.
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Com impacto adicional de R$ 92,3 milhões ao ano, a Câmara articula reajustar a verba de gabinete dos deputados de R$ 60 mil para R$ 75 mil ao mês, informa reportagem de José Ernesto Credendio, Erich Decat e Márcio Falcão, publicada na Folha nesta sexta-feira.
O dinheiro é utilizado para contratar até 25 assessores sem concurso, por gabinete, que podem atuar em Brasília ou nos Estados. Os salários dos assessores variam de R$ 664 a R$ 6,2 mil, além de auxílio-alimentação de R$ 741.
Deputados têm se reunido para cobrar o reajuste, uma das promessas da campanha que levou Marco Maia (PT-RS) à presidência da Câmara.
Maia defende o reajuste, mas desde que haja condição orçamentária.
Editoria de Arte/Folhapress
