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Com informações Reuters
Clientes que tiverem passagens de viagens posteriores a essa data serão realocados ou reembolsados pela companhia aérea
(Daniela Picoral)
Em abril, a Gol efetivou a demissão de 131 funcionários
A Gol Linhas Aéreas vai parar de voar para Santiago a partir de 3 de outubro, informou a companhia nesta quinta-feira. A medida implicará o cancelamento de todos os vôos regulares da empresa para a capital chilena, com saídas de Ezeiza (Argentina) e Porto Alegre (RS). Clientes da companhia que partem de outras cidades brasileiras têm de, necessariamente, fazer conexão em uma dessas duas localidades.
A decisão, segundo nota divulgada pela Gol, baseou-se em estudos de viabilidade da rota realizados por departamentos especializados da companhia. Com a suspensão dos voos, as pessoas que têm passagens para datas posteriores a 3 de outubro serão reacomodadas em outros voos, de outras companhias, ou terão direito a reembolso.
A companhia aérea da família Constantino tem adotado importantes medidas de redução de custos, buscando elevar sua rentabilidade, como a redução de 80 a 100 voos diários, além de demissão de pessoal. No início de junho, a empresa demitiu 190 tripulantes, com objetivo de "manter seu plano de negócios disciplinado e a sustentabilidade de sua operação". Em abril, efetivou a demissão de 131 funcionários, além de 46 adesões a um programa de licença não-remunerada e 238 pedidos de desligamento voluntário.
A Gol explica que informações adicionais podem ser obtidas na Central de Relacionamento com o Cliente (CRC), por meio do online em seu portal na internet, ou atrás do e-mail acomodacao@golnaweb.com.br.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Não é apenas a Gol que se encontra em situação financeira difícil. A Tam também atravessa um período ruim. Já afirmei antes e torno a repetir: enquanto a ANAC, incentivada pelo governo federal, permitir que se pratique esta concorrência predatória, em que estas companhias pratiquem preços abaixo de seus custos, apenas para incentivar maior número de passageiros, porque a estatística faz bem à propaganda oficial, não há a menor chance da aviação comercial brasileira equilibrar-se. Tal política corrosiva acaba provocando um total desequilíbrio num mercado que já viveu dias melhores, antes do PT chegar ao poder. É um crime o que está sendo praticado. Quem perde é o país, por viver uma fantasia com prazo curto de duração. É o próprio mercado da aviação comercial que não consegue encontrar seu ponto de equilíbrio e são os profissionais da aviação, que acabam sendo penalizados com o desemprego quando os prejuízos começam acumular. Infelizmente, poucos se aperceberam da desgraça em curso.
