sexta-feira, julho 27, 2012

Governo cria empresa para supervisionar projeto do trem-bala


Veja online
Com agência Reuters

Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade terá capital inicial de R$ 50 milhões

(Divulgação) 
Trem bala chinês: país quer ter pelo menos 16.000 quilômetros de
 linhas rápidas até 2015. O do Brasil ainda está no papel

O governo publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira decreto em que cria a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), entidade com objetivo de orientar a implantação do trem de alta velocidade, que interligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Segundo o decreto publicado, a Etav será uma sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério dos Transportes, com capital inicial de 50 milhões de reais.

O texto afirma que o ministério dos Transportes ainda vai indicar um representante para a constituição da Etav, função que "será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada".

No começo do mês, o ministério dos Transportes confirmou que a presidência da Etav, que será sócia dos investidores privados que arrematarem a concessão do projeto orçado, ficará a cargo do ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Bernardo Figueiredo.

A ANTT estima que o projeto, que já teve cronograma adiado várias vezes, terá um custo total de cerca de 33 bilhões de reais, dos quais 25 bilhões relativos à infraestrutura da ferrovia.

Em fevereiro, Figueiredo afirmou que esperava que o leilão da primeira fase do projeto, de escolha do operador e fornecedor do sistema do trem-bala, ocorresse em outubro. Com um segundo leilão, da infraestrutura como trilhos, viadutos e túneis, ocorrendo no fim de 2013.

****** COMENTANDO A NOTICIA:
O governo pode dar a desculpa que quiser mas criar uma empresa estatal – mais uma! – apenas com o propósito de “supervisão” da construção de uma ferrovia é um propósito desmedido, total desperdício de dinheiro e que servirá apenas para criar mais empregos para a companheirada se esbaldar. 

Escrevam aí e me cobrem depois: 

a.- Os cargos com salários mais polpudos não serão ocupados por técnicos de reconhecida capacidade técnica, até porque o Brasil tem os tem em quantidade razoável. Estes cargos serão ocupados por indicações políticas;

b.- Em razão de que as “diretorias”  - sim, estatal que se preze tem que ter mais de  uma dúzia de diretorias, apenas para fazer figuração e ser “ocupada” por políticos –  não terão propósito ou funções específicas,  não demorará para nascer disputas acirradas pelos cargos inúteis.

c.- Sendo estatal para servir apenas para pendurar desempregados irresponsáveis – a maioria dos políticos e seus afilhados – vai haver incontáveis atrasos no cronogramas das obras;

d.- Não demorará também a surgirem os primeiros indícios de desvios de recursos, superfaturamento, aquelas coisas todas que a corrupção sempre é pródiga em produzir;

e.- Apesar de que a tal empresa terá finalidade apenas de supervisionar as obras, tão logo elas se encerrem, quando o normal seria seu fechamento, ela será transformada em qualquer coisa parecida com supervisão de operações apenas para parecer útil e justificar a farra de cargos sem serventia.

Infelizmente este tem sido o roteiro das estatais pelo PT desde 2003. Não há  equilíbrio que dê jeito. Esta turma é irresponsável demais com o dinheiro que não lhes pertence.

Estatal sempre foi, no Brasil, sinônimo de corrupção deslavada, impunidade permanente  e atraso tecnológico vergonhoso.