Leonêncio Nossa
O Estado de S. Paulo
Dois engenheiros e um interlocutor da usina participavam de reunião na aldeia Muratu; índios querem garantias de que não serão prejudicados
Índios jurunas e araras prenderam três funcionários das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte na aldeia Muratu, à margem do rio Xingu, em Altamira, no Pará. Dois engenheiros e um interlocutor para a área indígena do consórcio Norte Energia, responsável pela obra, participaram na terça-feira, 24, de uma reunião na aldeia para discutir o represamento do rio. Na manhã desta quarta-feira, 25, eles foram avisados que não poderiam deixar a comunidade.
A reunião foi marcada para discutir um mecanismo para garantir que, após a construção da barragem e do alagamento do Xingu, os índios pudessem continuar a ter acesso até Altamira pelo rio. Líderes jurunas da aldeia Paquiçamba e araras da Volta Grande reclamaram que os funcionários do consórcio deram detalhes técnicos e pouco compreensíveis, segundo informou a organização não-governamental Xingu Vivo. O encontro foi o primeiro de quatro que a Norte Energia marcou com os índios para conseguir o licenciamento da obra de barramento do rio.
Os índios exigem que o consórcio, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) apresentem garantias para manter o transporte fluvial das comunidades tradicionais. Eles querem também a conclusão das obras de um sistema de abastecimento de água para as casas das aldeias e uma nova reunião com o presidente do consórcio, Carlos Nascimento.
Até o começo da tarde desta quarta, a Funai se limitou a informar que mandou funcionários "voluntariamente" para negociar a libertação dos funcionários da obras da usina.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Está virando palhaçada, verdadeira esculhambação com indígenas fazendo o que bem entende e o governo sem pulso para impor sua autoridade.
Está de impor as lei e restabelecer a ordem antes que coisas piores acabem acontecendo. O governo não tem que se deixar pelo barulho de certas ong’s picaretas e vigaristas cujos interesses são contrários aos do país.
Esta omissão estúpida em fazer os indígenas se darem conta de que a lei é prá todos, e a civilização evoluiu justamente por sua organização e não pela cultura de barbárie de povos primitivos, ainda vai acabar mal. Quanto mais o governo deixar de cumprir o seu papel, maior o incentivo que transmite para que qualquer índio de meia pataca afronte miseravelmente a segurança do país.
E com uma FUNAI aparelhada justamente para não fazer nada, cheia de vagabundo apenas mamando, fica difícil de se implementar uma política indigenista minimamente decente e civilizada. E por incrível que pareça quem acaba se prejudicando são os próprios índios.