quinta-feira, agosto 02, 2012

Preço da energia precisa cair 35% para indústria ser competitiva, calcula Firjan


Ramona Ordoñez 
O Globo

Tarifa no Brasil é 4ª mais cara do mundo. Governo sinaliza com redução de apenas 10%

RIO — A indústria brasileira só será competitiva em nível global se a tarifa de energia elétrica para o setor for reduzida em pelo menos 35%. A constatação faz parte de um estudo elaborado pela Federação de Indústrias do Estado do Rio (Firjan), que analisou as possibilidades de redução dos preços de enregia que o governo elabora.

Segundo o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouveia Vieira, as indústrias brasileiras continuarão sem poder competir se a queda nas tarifas for inferior a isso. Hoje, a tarifa de energia para a indústria no país é a quarta mais cara do mundo, custando R$ 329 por Megawatt-hora (MWh), ficando atraás apenas de Itália (R$ 458), Turquia (R$ 419) e República Tcheca (R$ 376). A média mundial é de R$ 215.

O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, antecipou na semana passada que o governo sendo estudadas pelo governo deverão levar a uma redução de cerca de 10% nas tarifas.

— É preciso ousar, caso contrário não chegaremos perto dos nossos principais competidores. Para o Brasil poder competir com os países do Brics, as tarifas teriam que ter uma redução de 55%. E para competir com os países da América Latina, de 63%.

Para chegar a uma redução de 35%, o estudo indica três condições: redução de 40% nas tarifas de geração de energia nos contratos de concessão que vencem em 2015; eliminação dos encargos (como RGR, CCC e CDE), eliminação do PIS/Confins; e redução de 5% no ICMS.