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A partir de fevereiro do ano que vem, os garimpeiros do Amazonas poderão utilizar o mercúrio em suas atividade; Pelas novas regras, passa a ser obrigatório o uso do cadinho, equipamento utilizado para separar o ouro líquido do metal e purificar o metal
A partir de fevereiro do ano que vem, os garimpeiros do Amazonas poderão utilizar o mercúrio em suas atividades com base na resolução 011/2012, que estabelece regras para o uso da substância de maneira a reduzir os impactos ambientais. O objetivo é ordenar o licenciamento ambiental com a expectativa de abolir desse componente no garimpo. Segundo o Conselho Estadual de Meio Ambiente (CEMAAM), o documento deverá ser publicado em 19 de outubro no Diário Oficial do Estado.
Pelas novas regras, passa a ser obrigatório o uso do cadinho, equipamento utilizado para separar o ouro líquido do metal e purificar o mercúrio. As mudanças, de acordo com informações do jornal A Crítica, também servirão para controlar a destinação e criar diretrizes para a realização de pesquisas referentes ao elemento químico.
Além disso, a empresa deve se preencher o Cadastro Técnico Federal do Ibama para comprovar a origem do mercúrio. Antes, bastava fazer a comprovação no Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), segundo titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Nádia Ferreira.
As áreas onde ocorrerão as atividades garimpeiras serão monitoradas constantemente pelos órgãos competentes. Dia 28 deste mês é o prazo para qualquer instituição em um total de dez apresentem algum questionamento a respeito da resolução.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Como perguntar não ofende, a questão é: quem vai controlar se o "cadinho" está sendo ou não utilizado lá no interior da floresta? Sei não, mas a facilidade de se criar leis e regras no Brasil sem se levar em conta a pouca capacidade do Estado em vigiar e fiscalizar seu cumprimento, chega a ser um espanto. Não tiro o mérito da lei, nada disso. Porém, não acredito é que o governo tenha condições, no meio de floresta, de acompanhar seu cumprimento.
