Lilian Sobral
Exame.com
Grupo alimentação e bebida registrou a maior variação no mês; segmento de transportes registrou deflação
Dercílio / Saúde
IPCA: grupo alimentação e bebida
registrou a maior variação de setembro
São Paulo - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflaçãooficial, registrou variação de 0,57% em setembro, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta foi 0,16 ponto percentual acima da taxa de 0,41% registrada em agosto e maior também que a taxa de setembro de 2011, de 0,53%.
De acordo com a série histórica do IBGE, a inflação registrada em setembro é a maior para o mês desde 2003, quando a taxa variou 0,78%.
Com o resultado de setembro, a inflação no ano acumula 3,77% (abaixo dos 4,97% do mesmo período de 2011), e 5,28% nos últimos 12 meses (acima dos 5,24% ante o acumulado nos 12 meses anteriores).
No mês passado, a maior variação foi registrada no grupo alimentação e bebida, com inflação de 1,26% no mês (acima dos 0,88% em agosto). O grupo transportes foi o único a registrar deflação, de 0,08%.
Os vilões e os mocinhos da inflação em setembro
Veja os produtos que mais pesaram no bolso do brasileiro no mês passado
Peso no bolso
São Paulo - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou variação de 0,57% em setembro. Essa foi a maior inflação para o mês desde 2003, conforme anunciou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mais uma vez, o que mais pesou no bolso dos brasileiros foi o grupo alimentação e bebida. O que aliviou um pouco foi o item transportes.
Clique nas fotos ao lado e conheça os produtos que pesaram (ou aliviaram) no bolso do brasileiro em setembro, segundo dados do IBGE.
Alimentação e bebidas
O grupo registrou variação positiva de 1,26% em setembro, sendo a maior taxa entre os segmentos no mês. Dentro desse grupo, o que apontou maior inflação foi a batata inglesa, com alta de 21,61% em setembro. No ano, o produto já ficou 49,25% mais caro.
A cebola é outro item que pesou bastante no bolso, ao ficar 16,81% mais cara em setembro. No ano, a alta é de 49,15%.
Cerveja mais cara
Entre as bebidas, a cerveja foi uma grande vilã, com inflação de 2,68% no mês. Em 2012, o preço da bebida já subiu 9,91%.
A cerveja consumida fora de casa também ficou mais salgada e registrou variação de 1,94% em setembro. No ano, a alta é de 8,40%.
Roupas
No grupo artigos de vestuário, a inflação foi de 0,89% em agosto. Segundo o IBGE, o aumento dos preços foi impulsionado pela chegada de novas coleções nas lojas.
Dentro do grupo, destaque para calçados (de 0,49% em agosto para 1,06% em setembro) e roupas femininas (de –0,17% para 1,04% no mês passado).
Despesas pessoais
Nesse critério, a inflação foi de 0,73% em setembro, contra os 0,42% de agosto.
Segundo o IBGE, o destaque ficou principalmente com os itens recreação (de –0,54% em agosto para 0,79% em setembro) e empregados domésticos (de 1,11% em agosto para 1,24% no mês passado).
Habitação
Os produtos do grupo tiveram variação de 0,71% em outubro. O destaque no mês ficou com o aumento registrado nas tarifas de energia elétrica, que tiveram variação de 0,83% (em agosto, havia sido registrada deflação de 0,83%).
Outros itens do grupo que merecem destaque são aluguel residencial (taxa de 0,61% em setembro), condomínio (taxa de 1,19%), taxa de água e esgoto (inflação de 0,92%) e gás de botijão (variação de 1,27%).
Saúde e cuidados pessoais
O item registrou inflação de 0,32% em setembro, ante 0,53% em agosto.
Houve influência do item remédios (de 0,48% para 0,03%) e artigos de higiene pessoal (de 0,52% para 0,27%).
Compras para a casa
O grupo artigos de residência registrou inflação leve no mês passado, de 0,18%. O destaque ficou com a queda registrada no item TV, som e informática (de –0,31% em agosto para –1,10% em setembro), além da desaceleração na taxa de itens como eletrodomésticos (de 0,68% para 0,44%).
Alívio nos transportes
O grupo foi o único a registrar deflação em setembro. Segundo o IBGE, a taxa foi negativa em 0,08% no mês passado.
O resultado foi impulsionado por uma queda nos preços dos automóveis usados (de –1,62%), conserto de automóveis (de –0,55%) e gasolina (de –0,13%). Além disso, itens importantes como tarifas de ônibus urbanos (de 0,46% para 0,08%) e seguro voluntário (de 0,98% para 0,35%) mostraram menor crescimento de preços de um mês para o outro.









