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Com Agência Reuters
Usinas devem começar a operar em abril, e não em janeiro, como era previsto
(Divulgação)
Planta da usina da MPX, de Eike Batista, no Ceará
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta terça-feira o adiamento do cronograma de três usinas termelétricas da MPX Energia, que juntas terão capacidade de 1.045 megawatts (MW). Em todos os casos, a Aneel concordou com o argumento de que o atraso foi causado pelo próprio poder público, que estourou o prazo para a emissão das outorgas dos empreendimentos, comprometendo em cadeia todo o calendário.
A Aneel acatou o pleito da empresa de postergar de primeiro de janeiro para primeiro de abril deste ano o início da operação comercial das usinas termelétricas a gás Maranhão IV e Maranhão V, que somadas têm potência de 680 MW. Nesse caso, porém, o relator do caso na Aneel, o diretor Edvaldo Santana, determinou que, após entrarem em operação, as duas térmicas terão de gerar, sem interrupção, pelo mesmo tempo que durar o atraso, até o limite de três meses. A Aneel também autorizou o descolamento de primeiro de janeiro para até 18 de maio do início da operação comercial da termelétrica a carvão Porto de Pecém II, de 365 MW.
O governo conta com as térmicas da MPX para ajudar na recomposição dos reservatórios das hidrelétricas e dar mais segurança ao fornecimento de energia ao longo do ano. Contudo, diversas incertezas se colocam diante da operação. Em reunião como o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na semana passada, o empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX e controlador da MPX, afirmou que as duas usinas termelétricas que deveriam entrar em operação em janeiro tiveram seu cronograma alterado - e ligariam as turbinas até o final de fevereiro. Dias antes, a MPX havia solicitado à Aneel o adiamento para abril deste ano do início da operação das usinas.
