terça-feira, maio 28, 2013

Cai entusiasmo de adolescentes pelo Facebook

O Globo, Com Sites  

Relatório da Pew aponta que jovens americanos consideram a grande rede social ‘dramática demais’

AP 
Antes xodó de 9 entre 10 adolescentes, Face já não é mais tão popular 

RIO – Nova pesquisa da Pew constata que, apesar de os adolescentes estarem compartilhando mais sobre si mesmos nas mídias sociais, eles também estão se movendo cada vez mais para o Twitter para evitar a vigilância de seus pais e o “oversharing” que se dá no Facebook — o compartilhamento excessivo e quase compulsivo de detalhes das vidas pessoais dos usuários da gigante das redes sociais.

Já foi o tempo em que começar a participar ativamente do Facebook significava um marco histórico na vida de adolescentes, principalmente os americanos, que corriam para se cadastrar no site assim que obtinham o necessário e-mail com domínio “.edu” em suas universidades.

No entanto, com o Facebook ampliando vastamente seu alcance, os adolescentes dizem que estão menos entusiasmados com o site de rede social.

Segundo o site “Philly”, um novo relatório do Pew Research Center revelou que o uso de mídia social está subindo rapidamente entre os adolescentes, mas os adolescentes não estão satisfeitos com a comunidade no Facebook, que envolve “drama”, estresse e, principalmente, seus pais.

A Pew diz que 81% dos adolescentes usam os sites de redes sociais, contra 55% em 2006. E 94% dos adolescentes disseram que usam o Facebook, apesar de suas queixas. O relatório diz que os adolescentes “não gostam do crescente número de adultos no local, se irritam quando seus amigos do Facebook compartilham detalhes fúteis e são drenados pelo drama que descrevem como bastante frequente no site. O estresse com a necessidade de gerir sua reputação no Facebook também contribui para a queda no entusiasmo”.

A faixa etária dos adultos — não a dos estudantes do ensino médio ou universitários — é a que tem apresentado o mais rápido crescimento demográfico no Facebook já por vários anos. Com isso, 70% dos adolescentes dizem que são amigos de seus pais no site, de acordo com o relatório da Pew. E 91% são amigos de membros de sua família, sendo 30% são amigos de professores ou treinadores.

Entrevistado pelo site, um garoto de 17 anos disse em um grupo focal: “É uma merda ... Eles [meus pais] começam a me fazer perguntas tipo por que você está fazendo isso, por que você está fazendo aquilo. Um saco. Ora, é o meu Facebook, poxa. Se eu não tenho privacidade em casa, acho que deveria ter privacidade numa rede social”.

Os adolescentes nos EUA relataram estar mudando para redes como Twitter e Instagram para se verem “livres das expectativas sociais e as restrições do Facebook”, diz o relatório. Em outros grupo de foco, por exemplo, uma garota de 19 anos de idade declarou ao Philly que ela migrou para outros sites, porque “a minha mãe não tem isso”. Já uma menina de 14 anos disse: “Eu acho que o Facebook pode ser divertido, mas também é a central de dramas. No Face, as pessoas, com um mero ‘Curtir’, acabam revelando coisas ou dizendo coisas que não diriam na vida real”.