Ramona Ordoñez e Mônica Tavares
O Globo
Muitas empresas petrolíferas encerram seus planos de investimentos em novembro, deixando o governo receoso quanto aos recursos disponíveis
RIO - O governo federal decidiu na última quarta-feira (22) antecipar em um mês a realização do primeiro leilão de áreas no pré-sal na Bacia de Santos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou que o leilão será realizado em outubro, e não mais em novembro como estava previsto.
Segundo fontes, o governo teria decidido antecipar em um mês porque em novembro muitas companhias estrangeiras encerram seus planos de investimentos. Com isso o leilão correria o risco de as companhias petrolíferas não terem disponíveis mais recursos para participar de novos investimentos, como em leilões de áreas.
Em fins de outubro, está prevista a realização de um novo leilão para a oferta de áreas em bacias terrestres para exploração de gás natural .
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a decisão de antecipar o leilão do pré-sal foi para dar mais coerência aos leilões.
— Porque é melhor. Nós invertemos. Primeiro, vai ser o leilão do pré-sal em outubro, e em novembro o de gás. Com isso estamos dando um pouco mais de coerências aos leilões, porque fizemos um agora de petróleo, e faz se outro de petróleo. E, por último, o de gás. Hoje a ANP está lá explicando a decisão co CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), que está entrando o campo de libra.
O deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) protocolou na Câmara dos Deputados pedido de abertura uma CPI da Petrobras, com 271 assinaturas. Uma péssima notícia para o governo.