terça-feira, maio 28, 2013

Pelo menos dez traficantes foragidos do Alemão são presos no Paraguai

Antônio Werneck 
O Globo

Bandidos foram capturados no distrito de Bella Vista Norte, região de fronteira seca entre o estado do Mato Grosso do Sul e o Paraguai

Eles estavam com fuzis de guerra, pistolas automáticas, escopetas e munição

RIO - A polícia paraguaia anunciou a prisão, na tarde desta terça-feira, de pelo menos dez traficantes cariocas ligados à quadrilha que dominava os complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. O grupo teria fugido para o Paraguai depois de as favelas serem pacificadas e ocupadas pelas forças de segurança, em novembro de 2010.

Os brasileiros foram surpreendidos no distrito de Bella Vista Norte, no Departamento de Amambay, região de fronteira seca entre o estado do Mato Grosso do Sul e o Paraguai. A operação reuniu agentes da Secretaria Nacional Antidroga (Senad ) e do Exército do Paraguai, com apoio da Polícia Federal brasileira. Os presos foram capturados com fuzis de guerra, pistolas automáticas, escopetas e munição. A PF de Mato Grosso do Sul confirmou as prisões e ter prestado apoio, mas não revelou os nomes dos presos.

— Só teremos a confirmação dos nomes dos presos, do material apreendido e outros detalhes nesta quarta-feira, quando deveremos divulgar uma nota — afirmou o delegado Jorge André Santos Figueiredo, do posto avançado na PF na cidade de Bela Vista Sul, no lado brasileiro da fronteira, em Mato Grosso do Sul.

Segundo autoridades de segurança dos dois países, as investigações sobre a presença de traficantes do Rio escondidos na fronteira durou mais de seis meses. Com informações da PF brasileira, a Senad e o Exército paraguaio identificaram a região onde os brasileiros estariam e iniciaram a operação.

A região onde as prisões ocorreram é considerada grande produtora de maconha, com histórico de disputa entre quadrilhas brasileiras e paraguaia pelo controle do tráfico de drogas e armas. Segundo fontes da Polícia Federal, essa “é uma região violenta, com histórico de muita impunidade”.