quinta-feira, maio 09, 2013

Dilma confirma criação de agência de extensão rural. Alguém precisa avisá-la da existência da EMATER.


Exame.com
Danilo Macedo, Agência Brasil

Segundo a presidenta, o objetivo da agência é levar avanços tecnológicos a produtores que não têm acesso, principalmente os pequenos e médios

Roberto Stuckert Filho / Presidência da República 
Presidente Dilma Rousseff abre oficialmente a Expozebu 2013: 
em relação ao Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, a presidente disse
 que terá a preocupação de ampliar recursos, reduzir custos e simplificar procedimentos.

Brasília - A presidente Dilma Rousseff confirmou hoje (3), durante a cerimônia de abertura da 79ª edição da ExpoZebu, em Uberaba (MG), a criação de uma agência de assistência técnica e extensão rural. “Temos de fazer assistência técnica e extensão rural de forma obsessiva”, disse Dilma em discurso, enquanto falava das diretrizes que guiarão o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, que será lançado no fim de maio.

 “A Embrapa é um centro de pesquisas, não é um centro de extensão rural. Ela divulga, mas não tem uma estrutura para assistência técnica e extensão rural. Por isso, nós vamos criar a agência de assistência técnica e extensão rural porque nós sabemos que iremos mudar a produtividade da pecuária e da agricultura brasileira se fizermos assistência técnica e extensão rural, de forma obsessiva”, disse.

Segundo a presidente, o objetivo da agência é levar avanços tecnológicos a produtores que não têm acesso, principalmente os pequenos e médios. Para ela, forma “obsessiva” significa trabalhar no limite da capacidade, fazendo com que a maioria dos produtores atinja um alto nível de produtividade.

Em relação ao Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, a presidente disse que terá a preocupação de ampliar recursos, reduzir custos, simplificar procedimentos e abertura de linhas de financiamento mais adequadas. Dilma também ressaltou o seguro rural como estratégico para a produção nacional. “O Brasil terá cada vez mais um empenho nessa questão do seguro rural porque sabemos que, tanto na agricultura como na pecuária, há uma grande incidência das questões ligadas ao clima. Daí porque essa questão do seguro é estratégica”.

Entre outros pontos no plano, a presidente disse que haverá um componente ligado à melhoria genética de rebanhos e manutenção da linha de financiamento para aquisição de matrizes de bovinos e bubalinos. O Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que entre outras práticas estimula a recuperação de pastagens degradadas, além da integração lavoura-pecuária-floresta, também será mantido e incrementado.

“Iremos ampliar todas as práticas de conservação e de adequação do solo ligadas ao aumento de produtividade. Não é um fim em si nenhuma dessas práticas. Elas têm como objetivo garantir que o país possa produzir a maior quantidade possível com a melhor tecnologia possível, com menor custo e impacto ambiental possíveis. Essa é uma diferença do Brasil. Nós podemos e estamos fazendo”, disse Dilma.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
O grande problema de certos governantes é desconhecerem muito da história dos países que governam. É o caso da senhora Dilma Rousseff em cujos discursos este aspecto ressalta de forma visível.

Ora a agropecuária brasileira tem hoje reconhecimento internacional por sua excelência, competência e alta tecnologia que lhe garante índices produtividade inigualáveis. Além disto, é o setor que, em razão de suas virtudes, garantem ao país inflação baixa e estabilidade econômica graças às divisas que produz na balança comercial.

Assim, a presidente deveria ao menos melhor informar-se sobre toda a estrutura de assistência e pesquisa que garantem estes ganhos. Infelizmente, nesta ação de criar instituições inúteis para garantir bocas ricas para seus “assessores”, a senhora Dilma vem anunciar sua intenção de criar  mais juma inutilidade, sob o argumento de que a agência terá por objetivo “...levar avanços tecnológicos a produtores que não têm acesso, principalmente os pequenos e médios...”. Bem que esta senhora poderia  ser melhor assessorada por gente que a lembrasse da existência da EMATER,  que cumpre exatamente este papel. 

Tem sido costumeiro nos governos petistas a criação de organismos com funções sobrepostas que, ao contrário do discurso, acabam engessando atividades e criando dificuldades para os empreendedores nacionais.  

Depois não sabe por que o país cresce pouco... Ela nada mais é do que a junção de incompetência com ignorância!!!