O Globo
Em entrevista coletiva, engenheiros responsáveis pelo estudo afirmaram que estádio não apresenta condições mínimas de segurança
Consórcio responsável pela obra será notificado pela prefeitura para arcar com os custos da reforma
Genilson Araújo / Agência O Globo
Cobertura do Engenhão. Prefeitura ainda não sabe quanto será gasto na reforma
RIO - Após poucos mais de dois meses da interdição do Estádio Olímpico João Havelange, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, que serão necessários 18 meses, no mínimo, para realizar as obras de reparo em sua cobertura, que serão de responsabilidade do consórcio que contruiu o Engenhão. Durante a entrevista foram apresentadas as características que permearam o estudo, o resultado do que foi analisado e, enfim, um projeto para revitalizar a cobertura do estádio.
Na coletiva, participaram o Secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, o presidente da Rio Urbe, Armando Queiroga, e Marcos Vidigal, um dos engenheiros que integram o consórcio do Engenhão, além de Marcos Vidigal, um dos três engenheiros que formaram a comissão especial que analisou o caso. De início, Salgado explicou como foi feito o laudo e explicou que a última vistoria sobre o caso foi feita na última terça-feira, dia 4, decretando que a cobetura não possuia condições mínimas de segurança para receber o público.
Com a apresentação de slides, os responsáveis explicaram o grave problema na estrutura, comparando a deformação de parte do arco da cobertura a estrada de Santos, no litoral de São Paulo. Marcos Vidigal, engenheiro do consórcio responsável pela obra, expôs como será feita a revitalização da cobertura.
- A solução consiste em fazer um caminho diferente ao da montagem da cobertura. Vamos voltar a escorar a estrutura. A partir daí, a gente começa a fazer o serviço propriamente dito. Em seguida, fazemos o reforço dos arcos e tirantes, que compõem o principal elemento de sustentação da cobertura.
Prefeitura e consórcio não estimaram o valor das obras que serão feitas. O Município garante que irá notificar as empresas sobre o problema, refutando as chances de assumir os custos da obra.
O Engenhão está interditado desde o dia 26 de março. Desde então, um prazo de 60 dias, prorrogados por mais 15, foi pedido pela prefeitura e pelo consórcio para apresentar o laudo a respeito dos problemas no estádio.
A indignação é tamanha que melhor seria deixar para outro momento,, comentar qualquer coisa a respeito. A única coisa que espero: que não se gaste na reforma um centavo de dinheiro público.
