sexta-feira, junho 07, 2013

Terenas vão a Brasília e querem falar com Dilma

Veja online
Com Estadão Conteúdo

Grupo indígena ocupa fazenda no MS desde o dia 15 de maio; tentativa de reintegração de posse terminou com um índio morto

(Moisés Palácios/Futura Press) 
Índios da etnia Terena entram em confronto com policiais federais
 e militares em reintegração de posse na fazenda Buriti, em Sidrolândia,
cidade a 72 km de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul 

Um grupo de trinta índios da etnia terena deixou nesta quarta-feira a região de Sidrolândia (MS) em um ônibus e espera chegar na manhã desta quinta a Brasília. Os indígenas partiram, inicialmente, com a expectativa de serem ouvidos pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo – que, na quarta-feira, fez uma visita relâmpago ao Mato Grosso do Sul e sobrevoou a fazenda Buriti, ocupada pelos terenas deste 15 de maio. Mas o grupo quer mais: o objetivo é tentar conseguir uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para tratar da questão.

Ao chegar a Mato Grosso do Sul, às 8h40 (horário local), Cardozo soube que a Justiça Federal havia suspendido a reintegração de posse da fazenda Buriti, onde o índio Oziel Gabriel, de 35 anos, foi morto na semana passada, em uma tentativa de desocupação da área pela Polícia Federal com o apoio da PM. O irmão caçula da vítima, Deones Gabriel, está no grupo que viajou para Brasília.

Para Cardozo, a solução de conflitos indígenas como o de Mato Grosso do Sul não depende apenas de "vontade política" nem será obtida com "varinha mágica". "O estado brasileiro, o Ministério Público, o Judiciário, os Poderes Executivos federal e estadual têm que pactuar uma saída para esse impasse." Da Base Aérea de Campo Grande, o ministro seguiu de helicóptero para Sidrolândia com o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), do superintendente da Polícia Federal no estado, Paulo Marcon, e do secretário estadual de Justiça, Wantuir Jacini.

A aeronave não pousou na região do conflito, onde cerca de 200 terenas faziam vigília na entrada da propriedade à espera da tropa de 110 homens da Força Nacional enviada pelo governo federal. "Vamos ouvir o que eles têm para dizer e ver como é que eles chegam aqui", afirmou Otoniel Gabriel, um dos líderes dos índios. Com a reintegração de posse suspensa, as forças de segurança não foram à fazenda invadida. Mas, ao longo da manhã de quarta-feira, ônibus levavam índios de outras etnias, dispostos a ajudar os terenas na ocupação da Buriti.

Do lado dos fazendeiros, o clima é tenso. Proprietários rurais que tiveram terras ocupadas nos últimos dias tentaram carregar o gado para fora da área de conflito. "O meu prejuízo está em torno de 300 000 reais", disse Rubens do Amaral Júnior, que transferiu cerca de 900 cabeças em caminhões carregados na fazenda ao lado da Buriti. Ele arrendava parte da fazenda Lindoia, na qual os terenas entraram depois do assassinato de Oziel. "Eles falaram para o funcionário: 'Vai embora'. Só deu tempo de ele pegar uma motinho. Ficaram com tudo, trator, tralhas de arreio, casa, tudo", contou Amaral.

De acordo com o produtor rural, no dia seguinte à invasão os índios passeavam com o trator confiscado da propriedade. "Ainda tem lá umas oitenta novilhas. Eles levaram umas 200 cabeças para a aldeia deles."

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Posso estar enganado, mas no fim desta milonga, vai sobrar para os proprietários que vivem naquela região há quase um século, trabalhando, produzindo e sustentando suas famílias. Foram ludibriados pelo Estado que lhes vendeu a terra e agora vai desalojá-los para entregar aos índios que não farão absolutamente nada. Apontem-me uma reserva indígena que seja auto sustentável? E o pior: os índios também serão enganados pelo Estado que lhes prometera mundos e fundos e, a exemplo do que fez na Raposa do Sol e em outras áreas demarcadas, os largará à própria sorte. 

Demarcação é coisa séria, não pode ser tratada com tanto romantismo como tem acontecido no Brasil. Deve-se levar em consideração que o que não faltam aos indígenas VERDADEIROS, são terras para viverem. Tem-nas mais do que precisariam para viverem em paz, em segurança.  Assim, não se pode aceitar que se forje laudos antropológicos para “provar”  que os índios ocupam determinada região. 

Por outro lado, o progresso do país, seu desenvolvimento, não pode ficar em segundo plano, pois aqui estamos falando de 190 milhões de pessoas, e não de 800 mil. É possível compatibilizar os interesses de um lado e de outro? Dá, sim, mas é preciso encarar a questão  com mais seriedade e não deixar que interesses estranhos aos do país se sobreponham aos da nação. 

Se há real interesse em por fim ao conflito, seria importante que o governo brasileiro expulsasse daqui as milhares de ong’s estrangeiras, todas picaretas e sustentadas pelo capital internacional, pois elas, ao lado de alguns “antropólogos” de araque, são os que mais insuflam os índios ao conflito. O governo deve defender, prioritariamente, aquilo que é do interesse de todos os brasileiros, e creio que a integridade do território deve estar entre uma delas.  A outra, é explorar nossas potencialidades e riquezas em favor do povo brasileiro, coisa contra a qual lutam estas ong’s que se escondem por detrás dos conflitos entre indígenas e agropecuaristas.  

Na Folha se informa que o Governo quer indenizar fazendeiro em casos de conflito com os índios. Aparentemente, pode parecer uma medida justa. Porém, é um equívoco. Ora, de onde o governo tirará o dinheiro para a indenização? É claro que de seu orçamento, que nada mais é do que o dinheiro que recolhe de toda a sociedade. Por que, então, a sociedade deve indenizar os prejuízos que não foram causados por ela, e sim pelos índios? Se é para fazer justiça que ponha os índios para reconstruir com seu trabalho os danos que seu vandalismo causou. E aí talvez resida um ótimo ponto para reflexão e um nó para desatar: como fazer um índio trabalhar???!!!!