sexta-feira, junho 07, 2013

Alô, alô, Ministério Público: Prefeitura do Rio gasta R$ 400 mil em festa para servidores. Isto pode?

Saulo Pereira Guimarães
Exame.com

Evento foi realizado em casa com capacidade para 6.500 pessoas na Barra da Tijuca e contou com shows do cantor Naldo e do humorista Fabio Porchat

Divulgação/Barra Music 
Festa aconteceu em espaço de 34 mil m² com palco de 30m na zona oeste da cidade

São Paulo – A Prefeitura do Rio promoveu na última terça-feira uma festa para comemorar o cumprimento de metas pelos seus servidores. Orçado em R$ 400 mil, o evento contou com shows do cantor Naldo e do humorista Fabio Porchat e foi realizado numa casa com capacidade para 6.500 pessoas na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.

De acordo com a Folha, ônibus e micro-ônibus gratuitos ficaram à disposição dos convidados, que puderam comer e beber à vontade. Segundo Pedro Paulo Teixeira, secretário-chefe de Casa Civil do município, as comemorações realizadas pela iniciativa privada por ocasião do cumprimento de metas serviram de modelo para o evento.

"Uma política de recursos humanos não é apenas pagar salários. O show é uma vírgula no que isso significa para a cidade", afirmou o secretário ao jornal paulistano.

No cardápio, capelleti ao molho de queijo brie e presunto cru, além de risotos de frutos do mar e linguiça mineira. Para beber, espumantes, caipirinha e cerveja.

Problemas
Por ano, a Prefeitura do Rio gasta cerca de R$ 250 milhões com pagamentos de bônus salariais aos funcionários que atingem suas metas. As premiações ainda não foram pagas em 2013, já que o levantamento que determina quem recebe o dinheiro só sai em julho.

Desde março, o Engenhão (estádio construído pela Prefeitura para os jogos Pan-americanos de 2007) está interditado por conta de problemas estruturais. Em 1º de junho, as passagens de ônibus subiram de R$ 2,75 para R$ 2,95 na cidade.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Festas e bônus, bancados com dinheiro do contribuinte, para "premiar" servidor público que já é pago (em alguns caso, muito bem pago) para cumprir determinada obrigação, creio ser imoral demais.  será que o Ministério Público não vê nada imoral nesta história?