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No ano, desvalorização do papel chega a 76%. Trata-se da primeira vez que as ações do braço de petróleo de Eike Batista caem para menos de 1 real. LLX e MMX lideram perdas do Ibovespa
(Alisson Gontijo/O Tempo)
Na quarta, ações da empresa de Eike Batista
já haviam liderado as perdas do Ibovespa
Depois de puxar a queda do Ibovespa na quarta-feira, as ações do grupo EBX, de Eike Batista, voltaram a despencar nesta quinta e o papel da OGX, braço de petróleo da holding, foi negociado abaixo de 1 real pela primeira vez na história da companhia.
Às 10h20, as ações da OGX chegaram a valer 0,97 real cada. Já às 12h30, houve uma leve recuperação e os papéis eram cotados a 1 real, com queda de 3,85% no dia. As ações da LLX e da MMX, empresas de logística e mineração do grupo, estão entre as cinco maiores quedas do índice Ibovespa, com quedas de 4,8% (1,19 real) e 3,4% (1,42 real). Enquanto isso, o Ibovespa subia 0,9%, a 49.625 pontos.
No pregão de quarta-feira, as empresas de Eike foram as que mais pesaram no Ibovespa. As ações ordinárias da OGX caíram 11,11%, liderando as perdas. Em terceiro lugar aparece outra empresa do grupo X, a LLX, cujas ações ordinárias caíram 9,42%, enquanto os papéis da MMX recuaram 5,16%. Devido às perdas, o empresário deixou a lista dos 200 mais ricos do mundo, segundo a Bloomberg.
Apenas em 2013, as ações da OGX despencaram 76%, segundo levantamento da Economatica que considera o fechamento de quarta-feira. Desde a abertura de capital da empresa, que ocorreu em 12 de junho de 2008, há 5 anos, a perda de valor de mercado chega a 90%, aponta a consultoria. A descrença dos investidores em relação à capacidade do empresário de entregar resultados remonta a junho de 2012, quando a OGX revisou de forma drástica a capacidade de seus poços a um número muito abaixo do que havia sido prometido aos investidores quando estreou na bolsa de valores.
Segundo a coluna Radar On-line, de Lauro Jardim, o grupo EBX estuda uma solução de curto prazo para sanar o derretimento das ações da OGX. Uma importante banca de advogados do Rio de Janeiro trabalha no assunto e os bancos credores da petroleira já foram informados.
