terça-feira, junho 25, 2013

BC: dívidas comprometem quase 44% da renda do brasileiro

Veja online
Com Estadão Conteúdo 

Endividamento de brasileiros no primeiro trimestre é recorde e reflexo, principalmente, do financiamento habitacional

(Geraldo Bubniak / Fotoarena) 
Aumento de financiamentos para compra da casa própria 
reflete diretamente alta do comprometimento da renda 

Se forem excluídas as dívidas com a compra de imóveis, o endividamento fica em 30,48% da renda em março

O endividamento dos brasileiros com o sistema financeiro nacional bateu novo recorde ao final do primeiro trimestre de 2013. Segundo o Banco Central, as dívidas das famílias correspondiam, em março, a 43,99% da renda anual. Em fevereiro, recorde anterior, o índice estava em 43,79%. No fim do primeiro trimestre de 2012, era de 42,37%.

Segundo o BC, parte do aumento do endividamento nos últimos anos está ligada ao crédito habitacional. Se forem excluídas as dívidas com a compra de imóveis, o endividamento das famílias brasileiras cai de 30,54% de fevereiro para 30,48% de comprometimento da renda em março. No terceiro mês do ano passado, estava ainda maior, em 31,17%.

Na última sexta-feira, ao divulgar os dados sobre o crédito em abril, o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que muitas famílias estão substituindo o pagamento do aluguel (que não entra na estatística da instituição sobre dívidas) pelo financiamento habitacional, um endividamento de longo prazo, com juros mais baixos e que significa aumento de patrimônio.

O BC também divulgou números sobre o comprometimento de renda dos brasileiros, que considera dados mensais de renda e prestações pagas aos bancos. As prestações correspondiam, no terceiro mês do ano, a 21,66% da renda mensal dos trabalhadores, ante 21,84% em fevereiro (dado revisado). Também houve queda em relação a março de 2012, quando o comprometimento estava em 22,91% da renda. Se forem retirados da conta os financiamentos habitacionais, o comprometimento da renda mensal fica em 20,06% em março de 2013, ante 20,24% em fevereiro.