terça-feira, junho 25, 2013

Cala-te, Tarso!

Adelson Elias Vasconcellos

Não sei se é por ignorância, por estupidez ou má intenção (talvez todas as alternativas), mas cada vez que Tarso Genro tenta parecer sábio,  resvala nas próprias pernas. Este senhor, que hoje desgoverna o estado do Rio Grande do Sul, que um dia foi um péssimo Ministro da Justiça (é sua obra o aumento indiscriminado da violência de norte a sul), sempre consegue superar suas tolices anteriores com uma nova. Agora, querendo posar para os refletores, resolveu meter o bedelho onde não devia, para tentar colar na oposição a baderna que toma conta do país.

Onde ele vê a mão pesada da “direita”, na verdade, não passa dos bagunceiros de esquerda que resolveram atear fogo no país e revirá-lo de cabeça para baixo.

Fosse menos mal intencionado, daria um belo passeio pelo youtube e lá encontraria, por certo, o chamamento do presidente do seu partido para aquilo que se convencionou chamar de “onda vermelha”. E, talvez com um pouco mais de vergonha na cara e melhor informação,  saberia que o tal Movimento Passe Livre sempre foi ligado à esquerda, é financiada por estatais sob o comando de seu próprio partido, e seus líderes justificam a onda de violência e depredação de ”revolta popular”, como se os baderneiros se convertessem em exército de milhões, quando se sabe serem minorias, frente aos já ultrapassados 2 milhões de manifestantes protestando mas clamando por “sem violência”.

O fato de estarmos num país ainda democrático, coisa que o senhor Genro repele e odeia (basta ver seu passado), lhe assegura o sagrado direito à livre manifestação, muito embora  ele e seu partido tentam, até aqui sem sucesso, criar um monstros em nome da “democratização da comunicação” que, entre outras pérolas, prevê “o controle do conteúdo da informação” que, em linguagem cabocla, significa, nada mais nada menos, CEN-SU-RA.

Pois agora, querendo tirar proveito da situação, vem a público, sem o menor escrúpulo e com a máxima leviandade que seu cretinismo doentio lhe permite e, em entrevista à Rádio Gaúcha, atribuiu os atos de vandalismo à extrema direita, que assalariou entre mil a duas mil pessoas.

Bem, em nome da verdade, o senhor Genro teria a obrigação de identificar quais são estes grupos, quem os financia e, uma vez identificados, colocá-los na jaula (cadeia é para criminosos comuns, o que estes caras andam fazendo é animalesco). 

Se é para falar bobagem, e num momento grave que vive o país, o melhor que este senhor poderia fazer era calar-se. 

Muito embora ele não mereça, sequer pediu, vamos fazer-lhe um favor de esclarecer  e mostrar-lhe de que lado estão os fatos, até porque, ocupando o cargo que ocupa, não lhe cabe apagar incêndio com gasolina e levar ao povo gaúcho desinformação. 

Quem deu o start destas manifestações, conforme o país inteiro já sabe, inclusive as vidraças do Palácio Piratini onde se localiza o trono em que Genro se senta para desgovernar, foi o Movimento Passe Livre, e este pontapé inicial foi dado lá atrás, em março, em Porto Alegre.    Tentando desestabilizar o governo Alckmin, onde Lula pretendo colocar mais um poste petista, o MPL imediatamente recebeu apoios já confirmados dos partidos de extrema esquerda a saber: PSTU, PCdoB, PSOL.  Também alinharam-se PT, sindicatos e ong’s cuja identificação o jornal Estadão destacou em excelente reportagem jamais desmentida e aqui reproduzida. 

Tais entidades (ou antros, como queiram) já foram inclusive identificadas pelos órgãos de inteligência que repassaram tal informação ao Palácio do Planalto.

Em meio ao circo pegando fogo, eis que surge a figura impoluta do presidente do PT, senhor Ruy Falcão, para pegar carona na inhaca que se já formava   nas ruas, convocando os militantes do partido para a tal “onda vermelha”. Vale lembrar que, diante do malogro, inúmeros dirigentes do partido criticaram duramente a convocação feita por Ruy Falcão. 

E aí vem o irresponsável e leviano governador Tarso Genro tentar distorcer a história e empurrar para uma direita que ninguém conhece, a culpa pelas ações violentas que atormentam o país há mais de duas semanas? Ora, até a leviandade tem limites!

Se ao governador ainda faltar informações sobre a origem da bandalheira, podemos sugerir que procure dentro de sua casa as digitais dos principais atores desta anarquia. Por exemplo: o PSOL, tem entre os fundadores Luciana Genro, a filha de Tarso. O PSOL criou uma marca-fantasia para atuar nos “movimentos sociais”: o tal “Juntos”.O registro do “Juntos” na Internet traz o nome da responsável: a própria Luciana. Um dos mais ativos organizadores das manifestações de rua em Porto Alegre é o vereador do partido, Pedro Ruas.

Portanto, e agora colocado os devidos pingos nos “is”, cabe a pergunta: o que pretendia Tarso Genro com sua declaração estúpida, desviar o comando da violência para terceiros, é? E com mentiras? Tivesse um mínimo de vergonha na cara, Tarso se dedicaria muito mais a repor as finanças do estado que governa, em que ele não mede esforços em desarrumar. Por falar nisso, Tarso Genro, pára de dar calote na praça e libera logo os R$ 200 milhões do IPE Saúde. Este dinheiro não te pertence!