Jorge Serrão
Alerta Total
Luiz Inácio Lula da Silva e seu parceiro José Dirceu de Oliveira e Silva serão os grandes vencedores ocultos do leilão do maior campo de petróleo do pré-sal brasileiro, batizado de Libra (a moeda inglesa). Nos bastidores, ambos articulam para que a petrolífera lusitana Galp esteja no consórcio vencedor.
Lula e Dirceu são lobistas da Galp em um negócio pra lá de Capimunista. A empresa “portuguesa” é controlada pela empresa angolana Amorim Energia (que obedece ordens do governo socialista angolano), pela italiana ENI e conta com a participação acionária de 7% do Estado de Portugal. Lula também articula a interface dos portugueses com os angolanos – hoje também importantes negociantes internacionais de diamantes.
O mercado já dá como pule de 10 que um consórcio formado pelas britânicas BG Group e BP, a portuguesa Galp Energia e a Petrobrás vai arrematar o gigantesco campo de Libra, no leilão que Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) promoverá na segunda quinzena de outubro. Localizado na Bacia de Santos, a 183 quilômetros em linha reta de Arraial do Cabo (RJ), Libra tem volume previsto de 8 a 12 bilhões de barris recuperáveis.
O meganegócio de Libra será em regime de partilha – e não no tradicional modelo de concessão. Em tese, a União fica dona dos recursos e remunera os vencedores do leilão com parte da produção. Vence o negócio quem conferir a maior participação no volume produzido em favor do Estado brasileiro. O contratante banca o custo da extração, e as reservas não aproveitadas ficam o governo.
O que assusta alguns grandes investidores da Petrobrás é que, neste regime de partilha, a empresa será obrigada a atuar como operadora exclusiva e sócia dos campos, com um mínimo de 30% de participação. O modelo é perfeito para os futuros sócios britânicos, portugueses, angolanos ou de outras nacionalidades ocultas que entrarem no negócio para faturar cada vez mais alto.
Gastança federal
O Governo federal torra R$ 58,4 bilhões por ano com a estrutura e o pagamento de salários de 984.330 servidores dos 39 ministérios (eram 24, em 2002).
Se incluir órgãos técnicos, empresas públicas, universidades, escolas e institutos técnicos federais, a gastança pula para R$ 377,6 bilhões.
Para se ter uma ideia do volume de recursos consumidos pela máquina emperrada, o Bolsa Família (mega demagogia eleitoreira) gasta R$ 24,9 bilhões por ano.
E o Programa de Aceleração do Crescimento (cujas obras emPACam e também jogam dinheiro fora) tem custo anual de R$ 75 bilhões.