quinta-feira, junho 20, 2013

'Vai ter mais', diz manifestante que participou de quebra-quebra

Artur Rodrigues 
O Estado de S. Paulo

Estudante de 18 anos, que estava entre os que atiravam pedras no prédio da Prefeitura, afirma que esse é o único jeito de ser ouvido

SÃO PAULO - Manifestantes que participaram de invasão da Prefeitura na noite de terça-feira prometem mais quebra-quebra nas próximas manifestações. Um estudante de 18 anos, que estava entre os que atiravam pedras no Edifício Matarazzo, afirma que esse é o único jeito de ser ouvido. "Se não ouvir a gente, se não prestar atenção na gente, vai ter muito mais.", disse.

"A Dilma foi contra a ditadura. Foi presa. Procura lá na ficha dela os roubos que ela fez. Por que a gente não pode fazer isso?", disse. De acordo com ele, a tarifa é apenas a "faísca" de tudo que vem acontecendo. Entre os partidários do quebra-quebra como instrumento político, há punks e pichadores, entre outros grupos. Os gritos de guerra deles são "Sem moralismo, sem moralismo" e "Se não quebrar não vai rolar".

Um grupo maior e menos agressivo, porém, se arrisca para tentar conter a depredação. O corretor de imóveis Gustavo Klis, de 26 anos, foi agredido para impedir que a bandeira do Brasil fosse queimada, como aconteceu com as da cidade e do Estado de São Paulo. "Nós estivemos seis atos defendendo essa bandeira. É uma hipocrisia queimá-la agora", afirma.

Vestido de Super-homem, o artista plástico William Steadille, de 18 anos, fez parte de uma corrente humana para impedir que a porta dos fundos da Prefeitura fosse arrombada com um poste. "Não é de violência que o Brasil precisa. É de voz, de um grito. Isso não é um grito, é uma lesão", ele afirma.

Até o empresário Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, foi até o local para dar apoio ao grupo que tentava invadir o prédio do Executivo municipal. "Isso aqui é o novo povo deixando de agir como gado", disse.

Um vendedor de churrasco não se importou com o fato de a Tropa de Choque e manifestantes estarem prestes a entrar em confronto. "Não penso nada disso. Mas já vendi vários churrascos", disse, pouco antes de ter de se retirar devido às bombas de gás jogadas pelos policiais.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Impressionante como a delinquência ganha tamanha repercussão e até apoio de grande parte da imprensa. O sujeito que se tem por “moderno”  e talvez encha a boca para falar de democracia, acha que é correto fazer apologia de violência, vandalismo, saques, quebra-quebra. Depois a polícia no encalço do mangano, e ele vai reclamar de “repressão”. Mas o fato é que lugar de bandido, que adora infringir as leis do país, é na cadeia. Violência só gera violência.

É bom que a garotada que não compartilha desta mentalidade bucéfala trate de isolar este troglodita de suas manifestações. Um cara destes é só atraso de vida.