quarta-feira, julho 03, 2013

Para ministro, demandas de caminhoneiros são impossíveis de atender

Catarina Alencastro 
O Globo

Governo vai acionar a PRF para garantir que o tráfego volte ao normal em todas as estradas

Paralisação promoveu bloqueios em 22 estradas em nove estados

André Coelho / Agência O Globo 
O ministro dos Transportes Cesar Borges 
se reúne com representantes dos caminhoneiros 

BRASÍLIA - O ministro dos Transportes, Cesar Borges, disse nesta terça-feira que o governo abrirá um canal de diálogo permanente com o setor por meio da criação de uma câmara de discussão sobre transporte de cargas no Ministério dos Transportes. Ele esteve reunido na manhã desta terça-feira com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e dez lideranças de caminhoneiros que são contrários à paralisação que promoveu bloqueios em 22 estradas em nove estados.

- Eles vieram dar apoio ao país, que não pode estar vivendo a paralisação das nossas rodovias, procurando trazer instabilidade e desabastecimento por conta de reivindicações que são impossíveis de serem atendidas - disse Borges.

Segundo o ministro, entre as demandas dos grevistas está o subsídio ao diesel, que já existe; a isenção de todos os pedágios de rodovias, o que para o governo é impossível; a criação de um ministério de transporte de cargas; e a sanção da lei do caminhoneiro, que regulamenta o descanso obrigatório dos motoristas após uma jornada de trabalho de mais de quatro horas.

Borges disse ainda que vai acionar a Polícia Rodoviária Federal para garantir que o tráfego volte ao normal em todas as estradas. O governo, através da Advocacia-Geral da União (AGU), deu um interdito proibitório, conseguido na Justiça Federal do Rio de Janeiro que multa aqueles que insistem no movimento em R$ 10 mil por hora.

- Tem que valer o estado de direito no país e não podemos aceitar este tipo de situação que uma minoria está tentando fazer nas rodovias brasileiras - afirmou.