Daniel Haidar
O Globo
Afirmação é da diretora regional para América Latina da Standard & Poor’s (S&P), Jane Eddy, em entrevista ao GLOBO após encontro com investidores locais
RIO - A administração de pressões por maiores gastos públicos em ano de eleições presidenciais com a demanda por melhores serviços públicos será o principal desafio para o governo federal manter o rating de títulos da dívida brasileira em “BBB”, afirmou a diretora regional para América Latina da Standard & Poor’s (S&P), Jane Eddy, em entrevista ao GLOBO após encontro com investidores locais.
A agência colocou a nota da dívida brasileira, atualmente considerada grau de investimento, em revisão no começo de junho, o que é uma mensagem de que existe 33% de possibilidade desta nota ser rebaixada nos próximos dois anos.
— Pressões fiscais são as principais questões, porque os impostos já estão muito altos e a dívida pública também. A habilidade do país de administrar pressões fiscais com crescimento mais fraco e ano de eleições vai ser problemática — disse a executiva.
Apesar de a meta do governo ser um superávit primário de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país), a S&P não considera mecanismos de dedução de gastos públicos utilizados pelo governo. Por isso, projeta um superávit primário de 1,5% do PIB neste ano e 1,4% em 2014.