Fábio Takahashi
Folha de São Paulo
O secretário municipal de Educação de São Paulo, Cesar Callegari, afirmou nesta quinta-feira que "educação é trabalho, se não estudar, não vai para frente". A declaração foi feita em relação ao plano de reestruturação para a área desenhada pela prefeitura.
O plano prevê que, no ensino fundamental, suba de duas para cinco as séries em que estudantes podem ser reprovados; provas bimestrais; e lição de casa obrigatória, entre outras exigências.
Por outro lado, diz o secretário, os alunos que apresentarem dificuldades nos conteúdos terão um apoio maior das escolas, por meio de recuperação com mais professores e até nas férias.
"Existem coisas antigas e boas sendo resgatadas", afirmou o prefeito Fernando Haddad (PT), ao apresentar oficialmente o plano. "E existem coisas novas e boas que estão sendo incorporadas", disse ele, referindo-se à possibilidade de os CEUs passarem a ser também centros de formação de professores.
Sobre a possibilidade de haver reprovação em mais series, Haddad afirmou que "não faz sentido" apenas "depois de cinco anos o pai receber uma avaliação".
Haddad se referiu à estrutura atual dos ciclos no sistema municipal: o primeiro termina no 5ª série, e o segundo, na 9ª --somente nestas duas séries há reprovação.
Educadores, porém, temem que haja aumento de alunos reprovados, o que pode prejudicar desempenho deles no restante da vida escolar e contribuir até para que desistam da escola.
A prefeitura decidiu fazer um novo plano para a área de educação pois considera que a qualidade atual é baixa.
Dados da Prova Brasil de 2011 (avaliação federal) mostram que 38% dos alunos do 5º ano não estavam plenamente alfabetizados.
A proposta da prefeitura está aberta para consulta pública até o dia 15 de setembro.
Editoria de Arte/Folhapress
