sábado, setembro 21, 2013

MMX negocia compra da Rio Bravo por US$ 30 milhões. É alguma brincadeira?

Exame.com
Com informações Estadão Conteúdo

Com a aquisição, a MMX planeja impulsionar sua produção de minério de ferro e capacidade logística
                        
Divulgação 
MMX: se acordo for fechado antes do fim do ano, MMX financiará compra em 70 parcelas, 
com início dos pagamentos em março de 2014, segundo assessoria da companhia

Rio - A MMX Mineração e Metálicos (MMXM3) espera pagar cerca de US$ 30 milhões por 100% da Mineradora Rio Bravo, que fica próxima ao complexo de Serra Azul da MMX.

Com a aquisição, a MMX planeja impulsionar sua produção de minério de ferro e capacidade logística.

Se o acordo for fechado antes do fim do ano, a MMX financiará a compra em 70 parcelas, com o início dos pagamentos em março de 2014, segundo informações da assessoria de imprensa da companhia.

O plano envolve acrescentar o minério de ferro da Rio Bravo à produção de 6 milhões de toneladas métricas anuais que a MMX produz atualmente em Serra Azul.

A MMX também está em processo de negociação para vender a Superporto Sudeste - empresa criada entre os sócios para administrar o porto e que irá assumir integralmente às dívidas da MMX - ao fundo Mubadala e à holandesa Trafigura.

Sob os termos do acordo preliminar, a MMX teria o direito de transportar 7 milhões de toneladas de minério de ferro por ano do porto, com a opção de expandir essa quantidade para 13 milhões de toneladas anuais em meados de 2015.

Fonte: Dow Jones Newswires.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Acaso isto é uma brincadeira? Vamos refletir um pouco. Sabe-se que o grupo de Eike Batista está á beira do calote. Muitos fornecedores reclamam dos atrasos nos pagamentos. Todas as empresas do conglomerado renegociam com o BNDES o alongamento das dívidas bilionárias com a instituição.

Além disso, Eike está percorrendo o planeta em busca de investidores que comprem ou a totalidade ou a maior parte de seus ativos, para nãi ir à bancarrota completa. 

Como se pode levar a sério operações de aquisições de empresas de terceiros como a que a Exame.com informa, no caso da Rio Bravo por uma empresa do grupo, a MMX? Se tem caixa para bancar incorporação de empresas de terceiros, supõe-se que tenha caixa para bancas as contas em dia junto a seus fornecedores e e os empréstimos tomados no mercado financeiro.

Será que não existe nenhuma agência reguladora para brecar este tipo de ação irresponsável? Ou o anúncio não passa de boato galhofeiro?