O Globo
Segundo dados da Firjan, aumento autorizado pelo governo deixa Brasil na 10ª posição em ranking internacional
No Rio, aumento foi de 7,4% após novo ajuste da Ampla
RIO - Após quatro reajustes autorizados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o custo médio da energia elétrica para a indústria brasileira passou de R$ 292,75 por MWh para R$ 301,66 - registrando aumento de 3% -, segundo dados divulgados pelo Sistema Firjan nesta quarta-feira.
Com acompanhamento feito por meio de um site, o aumento do valor desembolsado pelo setor na conta de luz eleva ao Brasil a 10ª posição em um ranking internacional que conta com dados 28 países. Ao ultrapassar os R$ 300, o Brasil está a quase 12% acima do valor médio cobrado pela energia consumida pela indústria no mundo: R$ 269,07. Por outro lado, o país segue distante dos R$ 630,92 pagos pela indústria da Índia, que lidera o ranking.
Já no comparativo entre os estados, o Mato Grosso passou da segunda para a primeira posição, com o aumento de 11,8% no custo da energia após o reajuste da Cemat. No Rio de Janeiro, o aumento foi de 7,4% após o reajuste da Ampla, passando o estado da sexta para a quarta posição.
Em Minas Gerais, após o reajuste da Cemig, a energia aumentou 12,7% e o estado passou da 12ª para a sétima posição no ranking estadual. Já o estado de São Paulo passou da 18ª para a 15ª colocação após o aumento de 4,5% no custo da energia, por conta do reajuste da CPFL Paulista.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que 2014 será o pior ano para o setor energético. Segundo ele, para 2015 está sendo projetado um cenário melhor devido, entre outros fatores, ao fim da estiagem.
