quinta-feira, abril 17, 2014

CCJ do Senado proíbe doações de empresas a campanhas eleitorais

Veja online
Com informações Estadão Conteúdo 

Texto ainda será analisado pela Câmara. Nova lei só deve entrar em vigor após as eleições de outubro

(Divulgação) 
Teclado da urna eletrônica 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que veda a doação de empresas para campanhas eleitorais. O texto foi avalizado em decisão terminativa e, dessa forma, vai direto para a apreciação da Câmara caso nenhum senador recorra com pedido de votação pelo plenário da Casa. A CCJ já havia aprovado a proposta em primeiro turno há das semanas, mas confirmou a aprovação em turno suplementar hoje. 

O relatório de Roberto Requião (PMDB-PR) propõe a proibição do recebimento de recursos por partidos e candidatos de pessoas jurídicas de qualquer natureza ou finalidade. Em sua justificativa, o senador afirmou que o sistema de contribuições para as eleições em vigor no Brasil aumenta as diferenças sociais e é um reconhecimento da "legitimidade da influência do poder econômico no processo eleitoral e, por consequência, no resultado das eleições".

A decisão dos senadores é tomada duas semana depois da maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) votar contra a doação de empresas para campanhas eleitorais. No entanto, com o pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, não há ainda prazo para o estabelecimento de uma norma via Judiciário.

As regras atuais que permitem a participação de empresas no financiamento de campanhas devem ser mantidas para as eleições de outubro, uma vez que a retomada do caso no STF ou acontecerá em pleno período eleitoral ou somente após o fim das eleições – e até lá a Câmara também não deve concluir a análise da proposta aprovada hoje no Senado.

Eleição passada - 
Cerca de 98% das receitas das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e do tucano José Serra em 2010, por exemplo, vieram de pessoas jurídicas. Para a OAB, as doações desse tipo dão margem a abusos econômicos e ferem o direito constitucional da igualdade.

Além das doações de empresas e pessoas físicas, hoje as eleições são bancadas também com dinheiro público, sendo o principal deles a verba rateada entre os partidos políticos (Fundo Partidário).

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Até parece que proibir doações legais para campanhas políticas vai evitar as doações ilegais, ou o chamado caixa 2.  Não é engessando o que é legal que crimes deixarão de ser cometidos.

Exemplo disto é o tal programa de desarmamento. O problema da criminalidade não são as armas legais, devidamente registradas por seus donos, e sim o imenso contrabando de armas ilegais que entram livres pelas nossas fronteiras. 

O resultado é que alguém terá que financiar as campanhas. Adivinhem para quem sobrou? Serão milhões de reais que serão desviados para financiamento de campanha e que deixarão de aplicados em educação, saúde, segurança, saneamento, etc. Ou seja, o povo que se dane!!!!