quinta-feira, abril 24, 2014

Nossos exterminadores

Adelson Elias Vasconcellos


Sempre que o PT se mete na gestão de entidades e empresas, acaba dando em atraso de vida. 

A Eletrobrás precisou criou um programa de demissão voluntária e rever todo o seu planejamento estratégico, graças a uma decisão do governo de querer, na marra, reduzir as tarifas de energia elétrica sem medir as consequências. Pensou apenas nas urnas, como sempre.

A Petrobrás já vendeu mais de R$ 10 bilhões para fazer caixa e graças “a competência” da gerentona, que resolveu represar os preços dos combustíveis, trazendo apertos para o caixa da estatal. Além disso, os projetos de expansão de novas refinarias sofrem com o superfaturamento e atrasos. Como o governo resolveu incentivar  a venda de carros, sem a contrapartida das necessárias obras viárias para amortizar o imenso tráfego,  aumentou-se o consumo de combustíveis, superando a capacidade de refino da Petrobrás. Resultado: passamos a importar petróleo, desequilibrando ainda mais as finanças da Petrobrás e a própria balança comercial do país.

Ah, a Petrobrás, de 2010 para cá, já perdeu mais de R$ 200 bilhões de mercado, caindo do 12º no ranking das maiores empresas do mundo, para 120º.

O IBGE, antes uma ilha de excelência e credibilidade, já mergulhou em crise. A Embrapa está em crise faz tempo dado o aparelhamento cretino a que foi submetida. O IPEA transformou-se numa entidade a dar sopros de incompetência  quando passou a divulgar estatísticas ao gosto do governo petista.  A Valec virou um poço sem fundo de corrupção. A rede pública de saúde mergulhou na indigência.

Nossos indicadores econômicos estão franca queda.  E o emprego, hein? Já nem me ocupo mais dos índices de emprego/desemprego. Trata-se de uma trucagem estatística que fantasia a realidade.  Não se pode falar de pleno emprego quando apenas um quarto da força de trabalho é considerado. 

De volta à Petrobrás. O que surpreende nesta gente petista, é a cara de pau que eles tem de agredir o bom senso e a inteligência alheia. Ora, como se pode considerar um bom negócio uma operação que causou um prejuízo monstro de R$ 1 bilhão? Mais: como os eleitores já tiveram oportunidade ler , atualmente Pasadena produz apenas e tão somente 16 mil barris/dia, o que torna o buraco ainda maior. 

Manipulação descabida
Informa-se que a equipe econômica estuda retirar o item alimentos do cálculo da inflação. Não adianta. O governo da senhora Rousseff não se emenda. Adora uma maquiagem para esconder seu governo medíocre e sua incompetência.

Seria assinar um atestado de estupidez completa e total Aliás, os candidatos da oposição adorariam que o governo decidisse por este caminho. Seria mamão com açúcar para a período. 

Um governo que já manipulou vergonhosamente a tal nova classe média, royalties para o atual presidente do IPEA, Marcelo Nery, que maquia de forma desavergonhada a estatística do emprego/desemprego, que aplica uma contabilidade de ficção no superávit primário para enganar o mercado, não seria apenas cretino em retirar do cálculo da inflação o peso dos alimentos. Seria apenas mais uma manipulação descabida para mostrar uma competência que tem.    E, mesmo que não venha adotar tal prática, o simples fato de se debruçarem para estudar uma possibilidade de adotá-la, já é um descabimento completo.

Cala a boca, ministro! 
 O ministro Aldo Rebello, do alto se sua sabedoria esportiva, tentando se esquivar dos atrasos nas obras para a Copa do Mundo saiu-se com uma daquelas pérolas que, se pensassem melhor, teria ficado de boa fechada. Afirmou que um pais que realiza o carnaval com o sucesso do nosso, pode muito bem realizar uma Copa do Mundo cem por cento.

Primeiro: o carnaval é organizado e efetivado pelo povão, sem a interferência do poder público. 

Segundo: o carnaval só é sucesso no Rio, Salvador, Recife, São Paulo e Salvador, portanto, são cinco  cidades, e não 12 como será na Copa. 

Terceiro: sempre que o poder público se intrometeu deu porcaria. Para fazer festa, a sabedoria popular é mais competente que qualquer político intrometido.