Geralda Doca
O Globo
Rombo nas contas do fundo foi antecipado pelo O GLOBO
BRASÍLIA - O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou o orçamento do FAT para 2015, que tem despesas previstas em R$ 82,375 bilhões e receitas estimadas de R$ 62,436 bilhões, o que resulta em um déficit de R$ 19,938 bilhões. O rombo bilionário no FAT foi antecipado por O GLOBO no sábado.
Para este ano, o resultado negativo das contas do Fundo está projetado em R$ 12,048 bilhões. Estes valores terão que ser cobertos pelo Tesouro Nacional para que o FAT consiga pagar os benefícios do seguro desemprego e abono salarial (Pis).
A proposta orçamentária do FAT para próximo ano prevê um gasto de R$ 40,262 bilhões com seguro desemprego, mais R$ 19,971 bilhões com o abono salarial (Pis), e uma despesa de R$ 2 bilhões com outras rubricas (manutenção do Sine e qualificação de trabalhadores).
Além disso, o FAT vai repassar ao BNDES R$ 20,126 bilhões e terá receitas retidas pelo mecanismo da Desvinculação das Receitas da União (chamada DRU), de R$ 12,578 bilhões.
O rombo nas contas do FAT tem crescido nos últimos anos, devido principalmente ao impacto do reajuste real do salário mínimo nos gastos com seguro desemprego e abono salarial, além das desonerações do Pis/Pasep, principal fonte de receitas do Fundo. Sem os aportes do Tesouro, o patrimônio do FAT terá que começar a ser sacrificado para fazer frente às despesas correntes.